1.
É mais ou menos assim que quero começar por contar:
Ninguém acreditaria no barulho. Enquanto eu subia a Alameda, sozinho, ouvia berros, berros de gente junta, muito junta, como um gigante a gemer. Gritavam
_Vitória! Vitória! - e gritavam outras coisas que eu não conseguia distinguir. Estava calor. Eu não conseguia andar muito depressa, porque começava a transpirar. Faltavam-me alguns metros para chegar a casa. Na mão esquerda trazia as chaves, que ia rodando em volta do dedo médio, como se estivesse bem disposto. Detesto andar na rua em noites de jogo. Ainda por cima, o jogo já tinha acabado, e agora era aquela altura em que os adeptos andavam pelas ruas a celebrar. Eu seguia pela Avenida acima, a tentar desviar-me deles, mas havia sempre algum que tropeçava em mim ou em quem eu tropeçava. Aconteceu-me várias vezes.
Quando eu estava a passar ao lado do muro da Quinta das Conchas, um adepto gordo e transpirado chocou contra mim de tal maneira que o conteúdo da minha mochila praticamente todo se espalhou pelo chão. Não tinha nada de especial: um caderno que eu usava para as aulas, a caixa dos óculos-de-sol com os óculos lá dentro, tabaco, isqueiro, dois CDs e uma latinha de rebuçados pequena, dentro da qual eu tinha erva. Pensei logo que ia ficar sem nada, porque com a quantidade de adeptos que passavam, o mais provável era calcarem-me tudo. Baixei-me, mesmo assim, rapidamente, olhando ainda para trás, para ver se o palhaço que me dera o encontrão pedia desculpas -que não pediu, claro. Quando, já de cócoras, comecei a levantar os meus pertences do chão, reparei num grupo que vinha na minha direcção: quatro raparigas e um rapaz, todos com cachecóis e t-shirts verdes e brancos; e uma das raparigas trazia ainda um chapéu verde.
Pareceu-me que o rapaz olhou para mim, mas o CD da Elis Regina que me tinha devolvido a Ana, naquela tarde, era bastante precioso (tinha-o mandado trazer do Brasil, porque cá não se encontrava) e baixei logo a cabeça, para o apanhar. Quando já tinha tudo junto aos pés e comecei a colocar de novo dentro da mochila reparei que ele olhava mesmo para mim. Sorri. Com um daqueles sorrisos que dizem tudo. Um daqueles sorrisos que são de fascínio, quando se vê a beleza.
Ele tinha o cabelo curto, quase rapado, uma barba rala, uns olhos enormes e sonolentos, o nariz direito e uma boca grossa, com os lábios quase simétricos. Por baixo da roupa, dava para entender que era magro. Era alto e tinha um andar elegante, algo gingão. E, apesar daquela camisola do Sporting que não fazia ninguém ter bom aspecto, ele tinha um certo allure e não consegui deixar de sorrir-lhe assim.
Ele disse qualquer coisa para uma das amigas e sorriu-me de volta. Em vez de continuar a andar em linha recta, começou a desviar-se na minha direcção. Quando ele estava a um passo de mim, já eu estava de pé, parado. Ele sorriu-me, como se me dissesse olá e tirou o cachecol do pescoço. As amigas continuaram a andar, deixei de as ver. E ele passou-me o cachecol por trás do pescoço e puxou-me para mais junto dele. Aproximámos a boca e quase nos beijámos mas ele disse-me só o nome. Chamava-se Tiago. Eu disse-lhe o meu, David. Perguntei-lhe se queria vir comigo para casa e ele deu-me a mão. Fez um sinal para as amigas, que deviam ter começado a andar mais devagar, à espera, e depois respondeu-me que sim.
Por sorte, eu estava já perto. Quando entrámos pela porta do prédio, beijámo-nos com força. Eu fechei-a e ele apalpou-me no meio das pernas, sem rodeios, depois sorriu e beijou-me ainda com mais força, provavelmente incitado pelo facto de o meu pau, naquele momento, parecer de aço.
Subimos as escadas a correr, entrámos no meu apartamento. Percebi que o Ricardo devia estar no quarto dele, mas não me importei.
Fechei a porta do meu quarto e o Tiago desapertou-me o cinto. Eu gemia. Queria-o de uma maneira absoluta, talvez por saber que, provavelmente, depois daquela noite nunca mais o veria. Ele ajoelhou-se à minha frente e tirou-me o pau para fora das calças. Sorriu-me, mordendo o lábio inferior, e desatou depois a chupar-me. Eu encostei a cabeça à porta e fechei os olhos. Ele sabia o que fazia. Usava a língua, não lhe sentia os dentes e ia e vinha depressa mas intensamente. A princípio, chupava-me só metade, mas, após alguns segundos, já conseguia chupar o meu pau até ao fim. Eu comecei a gemer, não conseguia conter-me. Quando ele se levantou, mantendo o meu pau na mão, sorria como se os seus olhos, azuis, tivessem incendiado e beijou-me, metendo a língua com força na minha boca; a língua sabia a piça e isso excitou-me mais ainda. Desapertei-lhe as calças e tirei o pau dele para fora também. Era bom. Apesar de não ser muito grosso, era comprido e estava bem duro, o suficiente para eu não aguentar não o ter na boca. Chupei-o até não aguentar mais e, a seguir, começámos a despir-nos, sem calma nenhuma.
Ele atirou-me sobre a cama, e pegou no frasco de lubrificante que estava na mesa-de-cabeceira. Começou a passar-mo na pila, dizendo em sussurros
_Quero esse caralho dentro de mim... -com isto, o meu pau que já estava duro, ficou tão duro que me doía. Acho que ele sentiu isso, porque gemeu brutalmente e começou a espalhar-me o lubrificante mais depressa. Quando ele ia começar a passar no buraco dele, disse-lhe
_Não... Eu quero ver-te a meter os dedos. -ele sorriu, mordendo de novo o lábio inferior e pôs-se de quatro na cama, com o rabo redondo e duro virando para mim. Começou a meter os dedos, começando pelo médio, e metia-os com tanto vigor e gemendo tanto de prazer, que eu tive a certeza que ia ser uma foda magnífica. Melhorou mais essa certeza quando ele enfiou também o dedo indicador e, para minha surpresa, também o anelar. Foi aí que não aguentei mais. Ergui-lhe e segurei-o pela cintura, obriguei-o a ficar de frente para mim
_Senta-te no meu pau, senta-te. -foi uma sorte não me ter vindo logo aí. Ao contrário da maior parte dos gajos que eu já fodera, este sentou-se e, de uma vez só, enfiou o meu pau, até ao fim, pelo cu acima. Senti-me tão excitado que comecei a mexer-me de maneira a ser eu a fodê-lo.
Ele atirou com os braços para trás das costas e começou a gemer, ao rimto do meu piço a entrar nele, até que, por fim, decidiu ser ele a mexer-se e a controlar o ritmo.
Foi aí que reparei que o pau dele era comprido o suficiente para eu o enfiar na boca. Foi mesmo muito bom. Ele mexia-se e, ao mesmo tempo que baixava e erguia o cu dele sobre o meu pau, entrava e saía da minha boca. Aguentámos ainda bastante tempo. Ele fixou a mão na minha nuca, para ser mais fácil eu chupá-lo e não ter que ir baixando a cabeça. Viémo-nos mais ou menos ao mesmo tempo: enquanto ele berrava, sentindo o meu caralho a contraír-se dentro dele, eu sentia a sua esporra a encher-me a boca. Beijámo-nos ainda mais sofregamente.
Ficámos durante um bocado abraçados, a arfar e sem falar. Depois, ele disse-me ao ouvido que ainda não lhe chegara e, sem esperar resposta, desceu a mão até ao meu pau. Começou devagar a bater-me uma e eu fiz-lhe o mesmo.
Em poucos minutos, estávamos os dois duros outra vez e ele implorava-me ao ouvido
_Fura-me outra vez, fura-me com força. -e deitou-se com a barriga para baixo. Eu fiquei sobre ele e penetrei-o todo de uma vez. Desta vez arranquei-lhe um grito que se deve ter ouvido por todo o prédio.
_Isso, isso, fode-me até doer, dá com força. -era raro encontrar alguém que aguentasse levar com a força com que lhe dei. A certa altura, estava a enrabá-lo com tanto força que me pareceu que aquilo só fora possível anteriormente na minha imaginação, enquanto me masturbava. Ele quase chorava mas dizia, cada vez mais alto
_Isso, isso. Dá-me até te vires. -e eu fazia o que ele me pedia. Algures, dava-me impressão de que já estava a ver tudo desfocado, ao mesmo tempo que pensava que nunca na vida dera uma foda que me soubesse tão bem. Disse-lhe depois
_Estou quase a vir-me.
_Então sai. Quero que te esporres no meu peito. -ele tinha um peito bonito, saliente sem ser musculado, com pêlos curtos e ralos que lhe davam um aspecto másculo. Esporrei-me em grande em cima daquele peito, como se deixasse cobras brancas em cima dele. Ele parecia uivar de prazer. Deitei-me ao lado dele e perguntei-lhe se ele queria ir embora. Respondeu-me que não. Mas que estava com sede. Se eu podia arranjar-lhe um copo de água.
Embrulhei-me num cobertor e saí do quarto, em direcção á cozinha. Tinha algumas dificuldades em equilibrar-me, porque o corpo estava a latejar de tanto esforço. Mas valera a pena. Aquele fogo que se via no azul dos olhos do Tiago não era gratuito. Tinha uma razão de ser. Perguntei-me por momentos se voltaria a vê-lo ou, mais importante ainda, a fodê-lo.
Retirei um copo do armário e enchi-o de água.
2.
Não me enganara ao entrar, quando pensei que o Ricardo deveria estar no seu quarto.
Dividia a casa com ele há sete meses. Conhecemo-nos ali e ficámos amigos. Ele era esplêndido. Tinha o cabelo ruivo, pelos ombros, ondulado e uns olhos entre o azul e o verde que pareciam ardentes o tempo todo. Usava a barba mais ou menos comprida, o que lhe realçava a pele branca, absolutamente pálida. Desde que o vira a primeira vez que o desejava. Muito. Ele percebeu isso. No entanto, nunca consegui nada dele, excepto fazer-lhe um broche, uma noite, depois de fumada muita erva. Disse-lhe que o queria e ele disse-me que não sabia se era capaz de fazer sexo com um homem. Sugeri-lhe que, para experimentar, eu lhe fizesse um broche. Vivíamos, nessa altura, juntos há cinco meses, e tínhamos ganho confiança para esse tipo de propostas. Chupei-o. Já tinha chupado piças bem maiores e bem mais grossas: a dele era normal, mas estava tão dura e tão quente na minha boca que não consegui parar enquanto ele não se veio. Acho que ele estava a gostar muito também, porque se esporrou abundantemente: encheu-me a boca e ainda me sujou à volta dela. Eu engoli tudo, sentindo a esporra quente descer-me pela garganta e, depois, beijámo-nos e ele limpou com a boca dele o que tinha ficado fora da minha. Depois disso, nunca mais tocámos no assunto.
Naquela noite, eu estava a encher o copo com água para o Tiago, quando o Ricardo apareceu na cozinha. Vinha a fumar e sorriu-me, dando-me a entender que percebera o que se passava. Seria impossível não perceber. Aproximou-se de mim e perguntou-me se eu queria um pouco do charro que ele estava a fumar. Aceitei. Fumei um pouco e depois, disse-lhe que devia voltar para o quarto.
_Sabes, David, nunca cheguei a retribuir-te aquele broche que me fizeste... -disse ele, muito sério.
_Não era obrigatório retribuires. -respondi eu. Mas parei de andar, deixando claro que estava interessado em ver ao que aquilo conduzia.
_Foi um bom broche. Dos melhores que já me fizeram. Valia a pena retribuir. -concluiu ele.
Eu voltei para trás e aproximei-me dele. Beijei-o e ele beijou-me, com força, como só um homem pode beijar. Ficámos assim durante alguns minutos, enquanto ele me apalpava o corpo (eu tinha deixado caír o cobertor) e eu começava a tirar-lhe a t-shirt. Despi-o completamente antes de o levar para o quarto.
Quando entrámos, o Tiago estava ainda deitado, como antes, e a minha esporra brilhava-lhe no peito e no pescoço. Ele olhou para o Ricardo com admiração, um pouco apreensivo. Mas eu não estava disposto a perder aquela oportunidade de estar com o meu amigo e imediatamente estendi a minha mão para a piça dele, e comecei a masturbá-lo. Ainda não estava dura, mas, como eu já a chupara, sabia que, uma vez dura, aquela pila não era nada de se deitar fora.
Ao que parece, o Tiago concordou pois, mal a piça do Ricardo ficou bem dura, ele começou a sorrir. O Ricardo sorria também, nos intervalos de me beijar. Quando o Tiago perdeu aquele ar apreensivo, o Ricardo sentou-se na cama e olhou-o. Depois, olhou para mim cheio de tesão e disse
_Deixaste-o todo sujo. Alguém tem que limpar. -e logo baixou a cabeça e começou a lamber a minha esporra do peito do Tiago, que começou a contorcer-se de prazer novamente. Eu aproximei-me da sua boca e comecei a beijá-lo e o Ricardo, quando terminou de "limpar" o peito do Tiago, aproximou a cabeça e beijámo-nos a três, como fosse possível.
Quando parámos, o Ricardo quis chupar aquela pila comprida do Tiago e eu aproveitei para chupá-lo a ele, porque desde aquela vez, há dois meses, em que o chupara, nunca mais tinha tirado da cabeça voltar a fazê-lo. Chupei-o com toda a força que conseguia e continuava a ficar maravilhado. A pila dele parecia ainda mais dura do que me parecera da outra vez e fervia na minha boca. Eu sentia-me louco, apetecia-me tudo menos que aquela noite acabasse.
Depois, o Ricardo parou e disse
_Acho que eu e o Tiago devíamos saudar o homem que nos reuniu aqui... -eu percebi que ele gostava de falar, enquanto fodia, e achei isso excitante - Por isso põe-te de pé à nossa frente. -ordenou ele. Eu estava agachado e levantei-me imediatamente. Enlouqueci completamente enquanto os dois chupavam o meu pau, ora os dois juntos, ora um de cada vez. Berrei como nunca tinha berrado na vida, e empurrei as cabeças deles para o meu caralho, ao ponto de quase sufocar o Ricardo; mas não me importava, enfiava a minha tora na boca dele até ao fundo. Ele engasgava-se, mas os olhos reviravam de prazer. Ao lado, o Tiago enfiava-me o dedo médio no cu, enquanto esperava a sua vez. E, para que a espera não fosse em vão, fiz-lhe exactamente o que havia feito ao Ricardo e enfiei-lhe o meu piço bem fundo pela garganta. Enquanto isso, eles masturbavam-se freneticamente e o Ricardo aproveitou para lamber bem lambida a estrela que eu tinha tatuada no flanco esquerdo. Quando, por fim, eles pararam, eu deitei-o em cima da cama para poder beijar o símbolo do infinito, que ele tinha tatuado abaixo do peito, do lado esquerdo também. Tínhamos feito as tatuagens juntos, porque era algo que há muito queríamos fazer.
Com beijos e lambidelas nos aliviámos um pouco. Depois, achei que era a altura para fazer algo que também há muito desejava. Peguei no frasco de lubrificante e, enquanto o Tiago começava a chupava a minha piça ainda, eu comecei a untar a pila do Ricardo com lubrificante
_Em que cu me vais enfiar o meu piço? -perguntou ele, com uma cara lasciva que me excitava mais -Não te esqueças que é o meu primeiro.
_Vais foder-me o cu a mim. Desde que te conheço que quero o teu caralho a entrar no meu cu para me foder com força.
_Não te vais desiludir. Vou rebentar contigo.
_Espero bem que sim. -nunca tinha estado com um gajo que gostasse de falar. E era bom ver como, apesar de ser a primeira vez que ele estava realmente a foder com homens, ficava tão à vontade. Quando ele prometeu rebentar comigo, não aguentei. Puxei-o pelos braços para fora da cama e deitei o Tiago de frente para mim. Levantei-lhe as pernas até ao meu pescoço e voltei a enterrar o meu pau no cu dele todo de uma vez, e voltei a arrancar-lhe aquele berro de prazer. Ainda antes de começar a fodê-lo, virei-me para trás
_Fode-me, anda. Tens o meu cu virado para ti, fode-o. Fode-o como um homem. -talvez por ver que eu aderia ao gosto que ele tinha por falar, o Ricardo parecia cada vez mais excitado. Ele tinha a pila bem lubrificada, mas eu não tinha nada no cu, o que fez com que a entrada dele me doesse um pouco, mas essa dor era óptima. Parecia que ele lia os meus pensamentos porque, tal como eu furara o Tiago de uma só vez, o Ricardo furou-me a mim da mesma maneira e eu adorei. Eu e ele parecíamos duas bestas, fodíamos como animais, completamente à bruta. Sob mim, o Tiago levava com tudo aquilo e parecia extasiado, com os olhos completamente revirados, e repetindo
_Mais, mais, fode, fode. -e eu, obediente, fodia ainda com mais força. O Ricardo, quase como se se contagiasse, ia também com mais força
_Gostas assim? Gostas? Queres mais?
_Quero que fodas esse buraco até não conseguires mais! -respondi-lhe. E era verdade. Queria. Ele veio-se com tanta intensidade que me pareceu sentir a esporra dele dentro do meu cu. Ele demorou ainda um pouco a sair. Quando por fim saiu, eu agarrei-lhe logo na pila, que estava ainda um pouco dura, enquanto continuava a foder com toda a brutalidade o Tiago, que cravara as mãos nos meus flancos
_Dói tanto, dói tanto! -foi então que o Ricardo me disse ao ouvido
_David, quero que me fodas. Quero que me fodas agora. -eu parei de foder o Tiago. Não deu para perceber se ele queria que eu continuasse ou se ficou contente por ter parado.
_Vou comer o cu do meu amigo. E tu vais comer o meu. Vinga-te. -ele não pareceu muito convencido, mas como o Ricardo passasse para a minha frente, ele foi-se deslocando para trás
_Põe-te de quatro. Assim o caralho entra melhor. -ordenei ao Ricardo.
_E eu quero levar com ele todo. -respondeu ele. Era incrível como não estava nem um pouquinho menos exceitado. Mal senti a piça do Tiago entrar pelo meu cu, doendo um pouco por ser bastante comprida, enfiei a minha no cu do Ricardo. Ele gritou, como se lhe arrancassem alguma coisa. Lembrei-me que ele nunca fôra enrabado
_Queres que vá devagar? -perguntei
_Quero que me fodas como um homem. Dá-me com a força toda que tens. -eu gostava muito dele, e portanto claro que fiz o que ele me pediu. Surpreendi-me com a brutidão com que consegui fodê-lo, dado que já estava naquilo havia horas. Ele gritava a plenos pulmões
_Dói... Magoa... - e gemia de dôr, mas ele tinha-me pedido que não parasse. Como já me tinha vindo mais vezes do que eles, estava a demorar imenso a vir-me. Perguntei-me se não seria demais para o meu amigo, mas ele gemia cada vez mais, repetindo
_Dói tanto... Fode-me... Magoa... Dá fundo... - e eu percebi que ele estava a gostar. O Tiago, entrentanto, avisou-me que estava quase a vir-se. Disse-lhe que não e ele, pingando suor, saiu de dentro de mim e sentou-se na cadeira que estava ao fundo da cama, a bater uma olhando para nós, para se controlar.
O caralho do Tiago sabia muito bem entalado no meu cu, dava-me prazer e doía-me ao mesmo tempo. Mas, sem isso, eu mexia-me melhor. Foi aí que realmente fui ao extremo da violência, e enrabei o Ricardo com tanta força que sentia que lhe chegava ao fundo das entranhas
_Fode-me... Fode-me... Fode-me... - gritava ele, entre a excitação e o desespero. Enquanto eu o fodia, ele batia uma. Quando senti que estava quase a vir-me, reitrei-me dele. Sentei-me também.
O Ricardo ficou recostado, massajando com os dedos o seu buraco, com uma cara de prazer que parecia intensificar-se cada vez mais
_Nunca pensei que pudesse ser tão bom! -exclamou. Eu aproximei-me do Tiago e segredei-lhe os meus planos para o fim de tudo aquilo. Como ele concordou, eu disse alto, para o Ricardo
_Já que eu e o Tiago andamos a foder homens há anos e tu só hoje começaste, achamos que deveríamos esporrar-nos na tua boa. Tu esporras-te depois na nossa. -ele concordou. Assim, os dois nos pusémos de joelhos com as piças apontadas à boca do Ricardo e, com pouco mais que três movimentos, viémo-nos em grande para aquela boca linda. Enchemo-lo completamente. Depois, imediatamente baixámos as cabeças para junto do pau dele. Com cinco sacudidelas, ele esporrou-se também em grande e eu e o Tiago esforçámo-nos por não desperdiçar nada. O beijo a três foi fenomenal, com aquela quantidade toda de esporra.
Ficámos deitados na cama, eu no meio. Dormimos durante algumas horas. Quando, de manhã, acordámos, o Tiago disse que tinha que ir embora. Eu e o Ricardo só queríamos ficar na cama, mas fomos levá-lo à porta, entre beijos e apalpões
_Eu e ele vivemos aqui, se um dia quiseres aparecer. -disse-lhe eu, por fim, antes de fechar a porta.
Vilamoura, 12 e 13 de Agosto de 2010
Vilamoura, 12 e 13 de Agosto de 2010
Oi Rapaz vim aqui retribuir a visita,e me deparo com esses contos belíssimos.
ResponderEliminarAdorei!Você escreve muitíssimo bem.
Estou te seguindo...
Bjs safadinhos
Jéssyka