Saí de casa depois do jantar e um bocado mal disposto. Estava frio. Apertei as mãos nos bolsos do blusão e comecei a andar mais depressa. A Mara já devia estar à minha espera no café e ficava sempre chateada quando eu me atrasava. No dia anterior, tinha tomado café com ela quando voltara das aulas
_Preciso da tua ajuda, David. -por norma, quando ela se oferecia para me pagar o café, era sinal que precisava de uma mãozinha em qualquer coisa. Continuou a explicar-se _Não sei se já percebeste que eu estou interessada na Débora.
_Ai sim?
_Sim. Ontem estive em casa dela, a ajudá-la a arrumar algumas coisas que ela quer devolver ao ex-namorado e nem imaginas: eu a vê-la com aqueles mini-calções, já um pouco transpirada, com o suór a correr-lhe pelo meio das...
_Não vale a pena entrares em detalhes. -cortei eu, subitamente. _Do que precisas?
_A Débora está muito triste por ter rompido com o Maurício. E então pediu-me para conhecer o meu primo... Aquele muito giro que tu uma vez viste comigo, aquele que trabalha no bar...
_Sim, sim, estou a ver.
_Bem, eu concordei porque... o meu primo é bi.
_Não estou a perceber... -comentei eu, com franqueza.
_Então, eu pensei que podíamos encontrar-nos os quatro. Aparentemente, eu vou estar a tentar juntar a Débora com o Gonçalo, mas, na verdade, tu vais arranjar maneira de enrolar o Gonçalo, até porque ele gosta mais de homens do que de mulheres... De maneira que a Débora fica outra vez sozinha e aí eu tenho hipótese de tentar seduzi-la. -fiquei a olhar para ela durante um bocado, sem falar. Acendi um cigarro e depois disse-lhe assim
_Não sei, Mara. O plano não me parece mau, mas imagina que eu não engraço com o teu primo... Quer dizer, eu só o vi daquela vez, e a correr, porque vocês iam dentro do carro. Não sei, não sei.
_Vá lá, faz isso por mim. Se o Gonçalo não te interessar, finges que te interessa e depois, quando ele já estiver longe da Débora dás-lhe com os pés. -eu hesitei bastante, mas acabei por concordar. Nunca tinha persistência para ganhar uma discussão à Mara.
E agora lá ia eu muito contrariado descendo a rua para os ir encontrar ao café.
Quando entrei, vi logo a Mara sentada com um rapaz que estava de costas e que eu sabia que só podia ser o Gonçalo, o primo dela. Aproximei-me e ele virou-se para mim. De repente, a má disposição passou. Ele era realmente muito bonito, com o cabelo escuro e uns olhos azuis que reluziam sob umas pestanas longas e escuras, a boca grande e bem desenhada com um sorriso rasgado. Vestia uma camisa branca bastante justa sob um casacão preto e umas calças de ganga também bastante justas. Quando ele se levantou para me apertar a mão, reparei que tinha um rabo bastante redondo e apetecível. Sentei-me, de repente feliz por a Mara ter concebido aquele plano para engatar a Débora.
O Gonçalo era muito simpático, tinha uma voz grave a arrastada e acho que ele simpatizou logo comigo. No café ecoava o som da rádio, a passar canções muito pirosas, e logo aí achámos tema de conversa; os dois a mal-dizer daquelas músicas.
Dali a pouco apareceu a Débora, mas o plano da Mara não podia estar a correr melhor. O Gonçalo já estava bastante empenhado na conversa que estava a ter comigo, a contar-me das músicas que passava durante os seus turnos no bar onde trabalhava. Conversou com a Débora muito pouco e muito vagamente. Tive um pouco de pena dela, porque simpatizava muito com ela, por ver que ela não se estaria a sentir muito desejada, mas, se tudo corresse bem, ela acabaria por encontrar consolo na Mara, que estava bastante fascinada por ela. No fundo, todos ficávamos a ganhar.
A Mara aproveitou para se lançar em conversas de gajas com a Débora, e, ao fim de algum tempo, já estávamos a falar em pares.
O Gonçalo conhecia muita coisa de música brasileira, e falei-lhe de uns CDs da Elis Regina que eu tinha mandado vir do Brasil e que ele nunca tinha ouvido. Perguntei-lhe se estaria interessado em ouvi-los
_Podemos ir agora, se quiseres. -respondeu-me ele, sorrindo. Eu nem tinha tido a intenção de o levar dali naquele momento, mas como a Mara me olhou, dando-me com o olhar a ordem de dizer que sim, respondi-lhe que sim, que poderíamos ir naquele momento até minha casa. O Ricardo não estava lá, tinha ido passar o fim-de-semana a casa de uma amiga.
Quando já tínhamos saído do café e estávamos a subir a Alameda da Linha das Torres, ele deu-me a mão
_Não estou assim muito interessado em ouvir CDs. Eu disse-te que sim porque queria ficar sozinho contigo. -eu não soube o que lhe responder, por isso só lhe sorri e apertei-lhe bem os dedos que ele tinha entrelaçados nos meus. Começámos a andar mais depressa, até chegarmos a minha casa.
Levei-o ao meu quarto e ficámos sentados na cama, um ao lado do outro, a beijar-nos. Ele beijava devagarinho e suavemente, mas dava-me um abraço apertado. Foi ele que começou a despir-me. Já tínhamos tirado os casacos, e ele começou a enfiar as mãos por baixo da minha camisola, e por fim tirou-a. Quando viu a minha tatuagem da estrela, no flanco esquerdo, passou-lhe os dedos devagarinho e depois começou a beijá-la. Então eu tirei-lhe a camisola a ele e fiquei maravilhado com o peito dele, forte e com pêlos ralos e os mamilos já duros. Apalpei-o no meio das pernas e, claro, o pau dele já estava duro. Ele mesmo desapertou as suas calças e tirou o seu cacete para fora. Aí eu comecei a chupá-lo. Tinha uma pila grossa, com uma glande bem grande e bem redondinha que eu lambi, tocando só com a ponta da língua, o que o fez delirar.
Depois, ele empurrou-me, para eu ficar deitado e desapertou as minhas calças. Tirou o meu piço para fora e começou a chupá-lo, bem até ao fundo. Parecia que sufocava um pouco, mas continuava sempre.
Eu depois pú-lo de quatro e comecei a lamber aquele cuzinho, com toda a calma, enfiando a língua um pouco no seu cu e lambendo para ficar bem húmida. Depois, tirei o frasco de gel da gaveta da cómoda e comecei a molhar o meu pau, para poder entrar nele. Entrei devagar, mas ele gemia imenso. O cu dele era bem apertadinho, e apesar de eu estar bem duro, quase era difícil entrar nele, o que me excitava mais ainda. Quando eu já estava todinho dentro do cu do Gonçalo, comecei a fodê-lo. Ele virava a cabeça para trás e sorria. Por isso, comecei a montá-lo com mais força. Ele gemia bem alto e pedia mais. Por isso eu continuei, sempre a sentir o prazer de estar a foder um cu tão apertado. Ele punhetava-se um pouco, mas eu não queria que ele se viesse, porque queria que, a seguir, ele me fodesse o cu também.
Continuei a montá-lo até me vir dentro dele, e foi um orgasmo bem prolongado, que parecia nunca mais acabar.
Tirei o meu pau do cu dele e deitei-me com o cu para cima de maneira a que ele percebesse o que fazer. Com o mesmo sorriso rasgado, ele deitou-se sobre mim e untou o seu pau de gel. Pedi-lhe que entrasse em mim todo de uma vez e ele obedeceu. Enfiou aquele cacete tão grosso pelo meu cu sem parar e depois montou-me com a mesma força com que eu o tinha montado a ele. Ainda me fodeu durante quase meia hora, e eu adorei cada minuto, sentia o meu cu a latejar por estar a apanhar com um caralho tão grosso, mas eu estava doido de prazer e só queria mais. Ele veio-se no meu cu também e depois ficou deitado ao meu lado, um pouco, a beijar-me a passar as mãos pelo meu corpo. Não demorou muito até que eu já tivesse o meu piço duro outra vez. Sem perder tempo, ele sentou-se nele, agora fazendo-me entrar todo de uma vez, e então foi ele que me montou, controlando o rimto com que o meu cacete lhe entrava e saía naquele cuzinho apertado. Pelo meio, ele fez outra coisa que me deixou doido: começou a tirar completamente o meu cacete do seu cu e enfiando todo de uma vez de novo, e depois repetiu e repetiu e repetiu, e de cada vez eu sentia a minha piça furando por ele dentro. Não resisti e puxei-o até à minha cabeça, para poder chupá-lo. Eu tinha adorado sentir aquele caralho grosso no meu cu, mas agora que olhava para ele só conseguia pensar nesse mesmo caralho a foder a minha boca e a esporrar-se nela. Coloquei duas travesseiras debaixo do meu rabo, de maneira a ficar mais á frente, e assim, tal como fizera com o Tiago há umas semanas, consegui foder o cu do Gonçalo, ao mesmo tempo que ele fodia a minha boca. Eu esporrei-me no cu dele outra vez e ele esporrou-se na minha boca e ainda um pouco na minha cara; depois, lambeu e demos um beijo que parecia apaixonado.
Perguntei-lhe se ele queria ficar a dormir comigo. Respondeu-me que sim. Conversámos um pouco, beijámo-nos muito, e ele prometeu que na manhã seguinte me acordaria com um broche. Depois disso, abraçou-se a mim e adormecemos.
Madrid, 2 de Setembro de 2010
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