Naquela altura, eu estava muito deprimido. Passava os meus dias fechado em casa, a ouvir "To Have and Not to Hold" da Madonna, com o volume no máximo. Sentia-me a viver dentro de um bloco de gelo, porque só me apetecia chorar, tudo por causa de um rapaz que talvez nunca me tivesse amado. Eu perguntava-me continuamente se o que tinhamos tido era tesão ou amor mesmo. Eu só sabia que o amava e que só pensava nele. Mas ele não me dizia nada, e eu imaginava que ele já tivesse outro namorado e já me tivesse esquecido.
A Flávia, que era a minha única amiga verdadeira e íntima, visitava-me todos os dias, excepto quando não podia mesmo. Ela ficava sempre muito preocupada, porque me via a chorar e a querer desistir de tudo. Mas houve um dia em que ela apareceu de manhã, o que raramente acontecia.
Lá estava eu, com o meu pijama azul-escuro e os óculos um tanto baços, a ouvir "To Have and Not to Hold". Ela entrou e disse-me
_Tens que te vestir, Márcio. Há um sítio onde temos que ir logo depois do almoço. -ela sorria muito, mas eu não conseguia retribuir-lhe. Disse que não me apetecia sair de casa, mas ela insistia muito, garantindo que era do meu melhor interesse ir tomar banho e ir com ela.
Fiz o que ela me pedia, um pouco também porque há dois dias que não saía de casa e começava a querer fazê-lo.
Fiquei pronto pouco depois e saímos para almoçar. Fomos à Adega de S. Roque na Rua da Misericórdia, porque lá os bifes eram bons e a Flávia insistia que eu precisava urgentemente de comer uma boa refeição.
Demorámo-nos a conversar, mas eu não sabia falar sobre mais nada do que o Lucas. Não conseguia pensar em mais nada. A única coisa que eu queria era encontrá-lo, poder dizer-lhe o quanto o amava, como seria capaz de abdicar de tudo por ele. Quando já estávamos na sobremesa, a Flávia disse-me
_A verdadeira razão por que quis que saísses e viéssemos até aqui é que, na Rua Nova do Almada, abriu uma lojinha de CDs usados, onde estive ontem. O empregado é completamente o teu estilo. Lembrei-me logo de ti. -eu olhei-a como se nunca tivesse ouvido na minha vida alguma coisa tão estúpida. Recomecei a falar-lhe da minha paixão pelo Lucas, que não passava. Mas a Flávia era sempre muito intransigente e conseguia sempre o que queria
_O que eu quero é ver-te bem. E acho que, pelo menos, falares com este rapaz, te vai fazer bem. -argumentava ela.
Descemos a Baixa até à Rua Nova do Almada. A loja ficava quase no fim da rua e era muito pequena. Fiquei logo maravilhado com a quantidade de CDs que tinha na secção de música brasileira, que era a minha preferida. E, claro, olhei para o empregado. A Flávia acertara. Era mesmo o tipo de homem que eu gosto: forte, de cabelo curto liso castanho claro e olhos cor de amêndoa, alto. E o olhar desperto e doce, ao mesmo tempo; o olhar que pousou em mim. Senti-me zonzo, mas quis disfarçar e aproximei-me da estante da música brasileira. Descobri logo alguns álbuns que nunca tinha visto do Chico Buarque e da Maria Bethânia e da Simone. Comecei a retirar alguns, e tive que os levar. Aproximei-me do balcão e sorri ao empregado, mais do que um simples sorriso de educação e menos do que um sorriso de engate. Penso que ele percebeu, porque sorriu da mesma maneira e começou a olhar para os CDs, à procura de alguma coisa para me dizer
_Levas aqui algumas coisas difíceis de achar... -olhou-me bem nos olhos, como eu gosto.
_Sim, ando sempre à procura. Sem música não vivo. -respondi, sorrindo agora um pouco mais.
_Na próxima semana, o patrão vai trazer mais duas caixas de MPB. Se calhar, devias passar cá nessa altura, para veres se encontras alguma coisa que te interesse.
_É uma boa ideia.
_Podes deixar-me o teu contacto e eu telefono logo que isso esteja cá. -acenei com a cabeça e ditei o meu número. Perguntou-me o meu nome
_Márcio. -respondi.
A Flávia ficara o tempo todo lá fora, a fingir que falava ao telemóvel, para que eu e o empregado estivéssemos sozinhos dentro da loja. Quando saí, eu achei que se tinha dado ali alguma coisa, uma espécie de química, porque me pareceu que ele percebera que eu senti por ele logo bastante tesão e que estava interessado em conhecê-lo.
Nos dias seguintes, comecei devagarinho como um caracol a retomar a minha vida, a sair todos os dias e a encontrar-me com alguns amigos. Aquele encontro estranho deu-me alguma força para enfrentar.
No domingo seguinte, por volta das dez da noite, eu estava em casa a ouvir "To Have and Not to Hold", quando o meu telemóvel tocou. Era um número desconhecido, mas atendi
_Fala o Márcio?
_Sim.
_Daqui fala o Rúben, da loja de CDs. É o seguinte: o patrão deixou agora as caixas com os CDs de música brasileira e eu lembrei-me de te telefonar porque, se quisesses, podias vir até aqui e dar uma vista de olhos.
_Agora?
_Sim. Assim escolhes o que quiseres e levas, antes de eu arrumar nas prateleiras. -achei que aquilo era uma boa ideia.
Disse-lhe que sim, e desci a rua até à lojinha. Bati no vidro da porta e, nalguns segundos, ele apareceu. Abriu-me a porta, sorrindo, e deixou-me entrar.
_Estão ali. -disse-me, apontando duas enormes caixas que estavam no chão da loja.
_Estão ali. -disse-me, apontando duas enormes caixas que estavam no chão da loja.
Durante meia hora, os dois retirámos CDs de dentro das caixas e eu fui escolhendo alguns que queria levar comigo. Conversámos bastante sobre música. Tal como eu, ele achava que a música era como ar, que era precisa para tudo e que aproxima as pessoas. Encontrei um álbum antiguinho do Chico Buarque que me chamou a atenção. Por essa altura, eu e o Rúben estávamos sentados no chão a ler as listas de canções dos CDs com um cinzeiro no meio de nós, que começava a ficar cheio de filtros
_Também gosto muito do Chico. -disse ele, pegando no CD que eu tinha já visto. Levantou-se e foi colocá-lo na aparelhagem. Começámos a ouvir a "Joana Francesa" pela lojinha e ele foi baixar o estor da porta.
Depois, voltou-se de frente para mim e estendeu-me o braço. Agarrei-lhe na mão e levantei-me. Ficámos frente-a-frente e começámos a dançar devagar, enquanto ríamos. Ele encostou a cabeça ao meu ombro e, durante algum tempo, ficámos meios abraçados. Eu sentia-o respirar junto ao meu pescoço e comecei a ficar duro. Depois beijámo-nos. Voltámos a sentar-nos no chão, enquanto nos beijávamos.
Começámos a apalpar-nos. Ele passava as mãos com força pelo meu corpo todo, eu já estava com o pau bem duro e ele também. Ele tirou-me os óculos e pousou-os sobre a pilha dos CDs que eram para eu levar. Depois, ele empurrou-me para eu ficar deitado de costas e tirou a t-shirt. Tinha o peito forte e sem pêlos, com uma tatuagem tribal enorme, que começava no ombro esquerdo e se prolongava sobre o peito, até ao mamilo. Puxei-o para cima de mim e lambi-lhe a tatuagem, arrancando-lhe gemidos guturais. Enquanto isso, ele, só com uma mão, tentava desapertar-me o botão das calças. Parecia cada vez mais impaciente e começou a descer, deixando-me louco por continuar a beijar-lhe a tatuagem; ficou com a cabeça sobre o meu púbis e desapertou-me as calças à pressa. Tirou-me o pau para fora e começou logo a chupá-lo, olhando-me bem nos olhos. Parecia completamente passado de prazer e eu pousei-lhe as duas mãos sobre a cabeça, empurrando-o para me chupar bem até ao fundo. Ele puxou-me as calças até ao fundo das pernas.
Eu ergui-me e puxei-lhe a cabeça para o beijar. Ele invidiu a minha boca em força com a língua, para eu sentir o sabor do meu pau. Acabámos de nos despir e ficámos deitados no chão só nos amassos. Eu não conseguia tirar as mãos do cacete dele que era bem grosso. Foi então que ele começou a subir, até ficar sentado em cima do meu peito. Puxou-me a cabeça à bruta para o pau dele e fez-me chupá-lo, também à bruta, bem como eu gostava. Eu sentia aquele cacete a encher-me a boca até à garganta e não me apetecia parar. Aproveitei para lhe enfiar um dedo no cu, o que fez com que ele não só gemesse ainda mais alto (e tinha uma voz super masculina, que eu adorava), como que me desse com o piço na boca com mais fúria. Arranjei maneira de me virar de costas para ele. Fiquei deitado no chão, mas com o rabo levantadinho, para ele perceber que eu queria que ele me fodesse. Estendi a mão para as minhas calças e tirei a carteira do bolso de trás. Tinha lá preservativos e saquetas de gel. Passei-lhos para a mão. Ele beijava-me o pescoço e as orelhas, enquanto começava a enfiar-me os dedos, primeiro devagar e depois à bruta. Enfiou-me dois, quando o senti colocar o preservativo e, depois disso, começou a entrar. Como o cacete dele era bem grosso, doía um bocado, mas eu não queria que ele parasse. Quando já o tinha todo lá dentro, ele começou a dar-me com força. Enquanto me fodia, tinha os braços apertados à minha volta, e tudo isso junto fazia com que eu quisesse ficar ali imenso tempo. Quando senti que ele estava quase a vir-se, pedi-lhe que saísse e que se viesse em cima do meu rabo; o que ele fez, a gemer como um animal.
Rebolou um pouco, até ficar deitado ao meu lado. Eu ainda arfava e sentia o cu a latejar um pouco. Não demorou muito até que ele estivesse deitado de lado, com o rabo virado para mim, bem arrebitado. Eu pus uma camisinha e comecei a passar gel, enquanto ele fazia o mesmo enfiando os dedos no cu. Enfiava-os bem fundos e virava a cabeça de lado para que eu conseguisse beijá-lo.
_Também gosto muito do Chico. -disse ele, pegando no CD que eu tinha já visto. Levantou-se e foi colocá-lo na aparelhagem. Começámos a ouvir a "Joana Francesa" pela lojinha e ele foi baixar o estor da porta.
Depois, voltou-se de frente para mim e estendeu-me o braço. Agarrei-lhe na mão e levantei-me. Ficámos frente-a-frente e começámos a dançar devagar, enquanto ríamos. Ele encostou a cabeça ao meu ombro e, durante algum tempo, ficámos meios abraçados. Eu sentia-o respirar junto ao meu pescoço e comecei a ficar duro. Depois beijámo-nos. Voltámos a sentar-nos no chão, enquanto nos beijávamos.
Começámos a apalpar-nos. Ele passava as mãos com força pelo meu corpo todo, eu já estava com o pau bem duro e ele também. Ele tirou-me os óculos e pousou-os sobre a pilha dos CDs que eram para eu levar. Depois, ele empurrou-me para eu ficar deitado de costas e tirou a t-shirt. Tinha o peito forte e sem pêlos, com uma tatuagem tribal enorme, que começava no ombro esquerdo e se prolongava sobre o peito, até ao mamilo. Puxei-o para cima de mim e lambi-lhe a tatuagem, arrancando-lhe gemidos guturais. Enquanto isso, ele, só com uma mão, tentava desapertar-me o botão das calças. Parecia cada vez mais impaciente e começou a descer, deixando-me louco por continuar a beijar-lhe a tatuagem; ficou com a cabeça sobre o meu púbis e desapertou-me as calças à pressa. Tirou-me o pau para fora e começou logo a chupá-lo, olhando-me bem nos olhos. Parecia completamente passado de prazer e eu pousei-lhe as duas mãos sobre a cabeça, empurrando-o para me chupar bem até ao fundo. Ele puxou-me as calças até ao fundo das pernas.
Eu ergui-me e puxei-lhe a cabeça para o beijar. Ele invidiu a minha boca em força com a língua, para eu sentir o sabor do meu pau. Acabámos de nos despir e ficámos deitados no chão só nos amassos. Eu não conseguia tirar as mãos do cacete dele que era bem grosso. Foi então que ele começou a subir, até ficar sentado em cima do meu peito. Puxou-me a cabeça à bruta para o pau dele e fez-me chupá-lo, também à bruta, bem como eu gostava. Eu sentia aquele cacete a encher-me a boca até à garganta e não me apetecia parar. Aproveitei para lhe enfiar um dedo no cu, o que fez com que ele não só gemesse ainda mais alto (e tinha uma voz super masculina, que eu adorava), como que me desse com o piço na boca com mais fúria. Arranjei maneira de me virar de costas para ele. Fiquei deitado no chão, mas com o rabo levantadinho, para ele perceber que eu queria que ele me fodesse. Estendi a mão para as minhas calças e tirei a carteira do bolso de trás. Tinha lá preservativos e saquetas de gel. Passei-lhos para a mão. Ele beijava-me o pescoço e as orelhas, enquanto começava a enfiar-me os dedos, primeiro devagar e depois à bruta. Enfiou-me dois, quando o senti colocar o preservativo e, depois disso, começou a entrar. Como o cacete dele era bem grosso, doía um bocado, mas eu não queria que ele parasse. Quando já o tinha todo lá dentro, ele começou a dar-me com força. Enquanto me fodia, tinha os braços apertados à minha volta, e tudo isso junto fazia com que eu quisesse ficar ali imenso tempo. Quando senti que ele estava quase a vir-se, pedi-lhe que saísse e que se viesse em cima do meu rabo; o que ele fez, a gemer como um animal.
Rebolou um pouco, até ficar deitado ao meu lado. Eu ainda arfava e sentia o cu a latejar um pouco. Não demorou muito até que ele estivesse deitado de lado, com o rabo virado para mim, bem arrebitado. Eu pus uma camisinha e comecei a passar gel, enquanto ele fazia o mesmo enfiando os dedos no cu. Enfiava-os bem fundos e virava a cabeça de lado para que eu conseguisse beijá-lo.
Quando ele menos esperava, enfiei o meu cacete no cu dele, enquanto ele ainda tinha um dedo lá enfiado. Ele soltou um berro e tirou o dedo. Enfiei o meu pau todo de uma vez, enquanto ele se contorcia. A certa altura, eu estava quieto e era ele que empurrava o cu para o meu cacete. O cacete dele também já estava duro outra vez, e eu agarrei-o e comecei a punhetá-lo. Depois voltei a ser eu a investir com o meu pau no cu dele, bem com força, de maneira a que ele não parasse de gemer. Quando estava quase a vir-me, saí do cu dele, virei-o de frente para mim, arranquei a camisinha e esporrei-me para cima do abdómen dele. Saíu-me imensa esporra, pois há muito que não fodia, e também bem espessa e branca. Ele veio-se logo a seguir, e a esporra dele misturou-se na minha. Deixei-me cair para cima dele, e ficámos assim durante algum tempo, a respirar pesadamente e quase adormecendo. Eu tinha a cabeça pousada em cima da tatuagem dele e, para minha surpresa, ele abraçou-me. E deixámo-nos ficar.
Lisboa, 24 de Outubro de 2009
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