quarta-feira, 21 de março de 2012

Manly man on manly man

Sou um gay activo, pelo que na maioria das vezes tenho que me contentar com aqueles homens meios bichas que se encontram por aí aos magotes. E não me queixo, já que esses costumam levar no cu com dedicação. Mas ao longo destes 26 anos também tive a sorte de foder, e também de namorar, com alguns homens mesmo homens que nem por isso tinham menos gosto em ser enrabados. E para falar toda a verdade, desses mesmo é que eu gosto. Tipo isto assim:

um assim calhava bem todos os dias





Matthew McConaughey é um actor mauzinho, que entra em filmes mauzinhos on the regular bases... Percebe-se porque não precisa nem se representar bem, nem de bons filmes...

sábado, 10 de março de 2012

Joe Manganiello

Vejo True Blood sem falhar um episódio e porquê? Porque a série é muito boa? Porque tem muitas qualidades? Nada disso. Qualidades tem uma só e apenas e é aquela que eu mais gosto: qualidade de gajos. A gaja é irritante, tem um nome estúpido de gaja estúpida, mas está rodeada de um harém masculino muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom. Este é um dos constituintes:




quinta-feira, 2 de junho de 2011

Thy Hands Will Keep Me From Now On

Fui ter com o Joel e o Rui a uma das esplanadas pequenas do Princípe Real para lhes mostrar as músicas que tinha composto. O Rui escrevia as letras e era pianista, e o Joel era vocalista da banda que estávamos a formar. Eu era guitarrista e estava encarregue de compôr. Estava já a entardecer quando me sentei com eles. Tomámos café. Depois, eu tinha à frente folhas com as letras do Rui, e ia tocando o que tinha composto, dando indicações ao Joel de como deveria colocar a voz. Nunca discutíamos muito. Sentou-se na mesa atrás de nós, de frente para mim, um rapaz muito bonito. Tinha os olhos quase pretos, o cabelo quase liso castanho penteado para a esquerda, um nariz direito e uma boca de que se destacava o lábio inferior, muito carnudo, entre a barba rala castanha. Pareceu-me que ele olhava para mim, mas não podia dar muita atenção, porque tinha que explicar ao Joel como cantar o que eu tinha composto na guitarra, que segurava sobre as pernas, e ia tocando trechos soltos, para o acompanhar.
Quando me levantei, já era quase meia-noite. Levava a guitarra dentro do estojo às costas e deixei as partituras ao Rui, para se ele quisesse trabalhá-las.
Ia a andar, para a Rua da Escola Politécnica, quando reparo que o rapaz da esplanada estava também a andar, não muito longe de mim. A certa altura, ouvi-lhe um sussurro e, pouco depois, ele estava mesmo ao meu lado e parecia querer falar comigo
_Ah... desculpa.
_Sim, diz. -ele ficou parado, hesitante, mas eu não me mostrei impaciente.
_Eu... ah... eu estava a ouvir as coisas que vocês estavam a tocar. Era só para te dizer que gostei muito das letras que escreves.  -eu ri-me brevemente. Depois, sorrindo ainda, disse-lhe
_Não sou eu que escrevo as letras. Aquele meu amigo de cabelo comprido é que escreve. Eu só componho.  -ele ficou como sem ar, gaguejou e a mim pareceu-me que ele estava a tentar arranjar palavras para não deixar aquela conversa morrer ali. Olhei-o, e vi como ele era ainda mais bonito quando visto de perto, e percebi também que devia ser um rapaz forte, ainda que não musculado, e era bom, já que eu não gosto de rapazes muito magrinhos  _Mas ainda bem que gostaste. É sempre bom ouvir isso.
_Gostei mesmo.  -disse ele, enquanto recomeçávamos a andar. _Vocês dão concertos?
_Ainda não. Só temos seis canções compostas e ainda estamos à procura de um baixista e de um violinista. -ele acenou com a cabeça e ficou outra vez atrapalhado, por não saber o que responder.
_Vais apanhar o autocarro? -perguntei.
_Sim. O 676.
_Eu apanho o mesmo, vivo perto do cemitério.  -depois disso, apresentámo-nos e fomos conversando calmamente, se bem que cada vez mais eu estava a imaginá-lo nu, o que só podia ser excitante dado aquele corpo todo forte. Além disso, há quase duas semanas que não fodia e estava com uma vontade daquelas, porque chega depressa a altura em que bater uma já não resolve nada. Enquanto ele falava, eu percebia que seria muito difícil que aquela conversa terminasse de outra forma que não nós dois a foder.
Encostei a minha perna à dele. De repente, ele  pousou-me a mão, ao de leve, na minha perna. Mas não parou de falar. Aliás, conversava no mesmíssimo tom de antes. Contava-me que a sua cantora preferida era a Emiliana Torrini, de quem eu também gostava. E explicava-me da sensualidade que encontrava na música dela. Ao dizer a palavra "sensualidade", apertava-me um pouco mais a perna, como que certificando-se de que eu não perdia o sentido do que isso significava.
Quando o autocarro parou junto do cemitério, eu disse-lhe que tinha que sair e convidei-o a vir comigo.  Aceitou. Enquanto eu abria a porta do prédio, ele olhava para o muro do cemitério. Parecia querer dizer alguma coisa sobre aquilo, mas não dizia. Olhava e olhava. No elevador, decidi aproximar-me dele. Por alguma razão, contrariamente ao que é meu costume, não o beijei logo à força. Aproximei a boca da dele e os nossos lábios tocaram-se levemente. Parecia que percebíamos bem o que era essa "sensualidade" de que ele falava.
Já lá em cima, acendi um charro e fumámos os dois. Ele passava os olhos pelas minhas guitarras e perguntou-me se eu sabia tocar alguma coisa da Torrini. Disse-lhe que me lembrava vagamente do "Dead Things" e ainda tentei tocar um pouco, mas a memória que tinha da pauta já estava um pouco enferrujada. Disse-lhe que procuraria mais tarde a partitura, que tinha arrumada algures, e que, depois, tocaria para ele. Sem dar conta, acabara de fazer uma promessa de futuro, que era algo que eu nunca fazia, com ninguém. Fiquei a sentir-me estranho com aquele deslize, mas a parte estranha foi que ele pareceu reparar nisso. Aproximou-se de mim, sorrindo abertamente. Começou a acariciar-me. Como a dizer-me que não me preocupasse, que não interessava. E assim o tesão voltou.
Quando finalmente acordámos, era madrugada. Deixei-o ficar a dormir, na minha cama, e fui à sala. Pela janela, via-se o cemitério. Sentei-me na mesa, de frente, a fumar um cigarro, ainda nu. Tinha uma pauta em branco à minha frente mas, pela primeira vez na vida, apeteceu-me escrever uma letra. Nunca tive jeito para escrever, mas naquele momento, tinha que o fazer. E já tinha o título da canção: "Thy Hands Will Keep Me From Now On".

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Personal Sins 4: Dallas Evans


Recolhendo Acasos

Depois daquela foda magnífica que tínhamos dado com o Tiago, o Ricardo foi passar o fim-de-semana fora. Não falei com ele. Fiquei sozinho em casa durante quatro dias, que aproveitei para ouvir os meus álbuns da Elis Regina bem alto. Não pensei muito no assunto, mas a única coisa que queria era que o facto de termos fodido não fizesse o Ricardo ficar má onda lá por casa.
Quando ele voltou, na segunda ao fim da tarde, cumprimentou-me como sempre e parecia igual ao que sempre era. Eu fui para o meu quarto e fiquei por lá a ouvir a Elis, desta vez mais baixo, para não o incomodar.
Ele veio bater-me à porta. Disse-lhe que entrasse. Eu estava deitado em cima da cama, com os braços atrás da cabeça a cantarolar as "Águas de Março" e ele pediu-me o isqueiro. Dei-lho e depois fiquei à espera. Ele perguntou se se podia sentar e eu apontei-lhe a cadeira da secretária. Ele sentou-se enquanto acendia o cigarro e depois, olhou para mim
_Então o teu fim-de-semana foi bom?  -respondi-lhe que sim mas fui vago em pormenores. A meio do que ei estava a dizer, ele levantou-se e veio sentar-se na cama, ao meu lado. Pousou a mão livre em cima da minha barriga e começou a fazer-me festinhas
_Não cheguei a dizer-te que gostei muito da nossa noite. -disse-me. Eu tentei não ficar demasiado entusiasmado. Ele baixou a cabeça, até a ter deitada em cima de mim, e olhava-me sempre nos olhos. Eu fiquei todo derretido, mas tentei sempre parecer indiferente. Ele continuava a fazer-me festinhas. A verdade é que eu estava a sentir o meu pau a endurecer mas, ao mesmo tempo, também não sentia aquela vontade inadiável de lhe arrancar a roupa. Senti-me um bocado mal por perceber que gostava dele, de uma maneira que excedia a amizade. Podia ser que me magoasse muito com aquilo. Não era boa ideia. No entanto ele olhava-me nos olhos, sorria um sorriso realmente doce. Pousei a minha mão na cabeça dele e acariciei-lhe o cabelo, sorrindo também.
Ele levantou-se depois, para apagar o cigarro e, quando voltou à cama, foi para se deitar em cima de mim. Beijou-me com uma volúpia impressionante. E eu não fui capaz de o afastar, apesar de me sentir muito emocionado por aquilo estar a acontecer. Pensei que ele fosse começar logo a tirar-me a roupa: que provavelmente tinha tido muito prazer naquela noite da semana anterior e que estava a querer repetir. Para minha surpresa, ele não fez nada disso. Apenas nos beijámos, durante imenso tempo.
Só nos levantámos depois
_Vou fazer jantar para nós.  -anunciou ele. Eu sorri. Ele cozinhava muito bem. Segui-o até à cozinha. Enquanto ele cozinhava, eu acendi um cigarro e fiquei à janela a olhar para os prédios. Quando estava confuso, ajudava-me muito estar à janela e apanhar ar. Por alguma razão, ainda que eu não me sentisse bem por estar a sentir aquilo pelo Ricardo, também não estava desesperado e a querer fugir dele.
Jantámos. Enquanto comíamos, ele disse-me
_Tenho que perceber o que me está a acontecer. Gostei muito daquela noite que tivémos. Mas ainda não sei o que isso significa. Gosto muito de ti.  -disse-me. Eu fiquei um pouco corado. Mas aquelas não eram as piores notícias que me poderiam dar naquela situação. Sorri.
Depois do jantar, sim, fomos para o quarto. Eu deitei-me na cama e ele deitou-se em cima de mim. Despimo-nos logo. Eu puxei-o para cima, e comecei a chupá-lo. Ele entusiasmou-se e começou a foder-me a boca, empurrando o cacete dele até ao talo bem para dentro da minha boca. Aquele sabor salgado excitava-me imenso e eu não queria parar. Ele arranjou maneira de se virar ao contrário, e deitou-se em cima de mim, de maneira a fazermos um 69. O Ricardo conseguia chupar o meu pau até ao fundo também e acabámos por nos vir assim, na boca um do outro. Ele rebolou para o meu lado, e ficou deitado ao meu lado, abraçando-me as pernas. Não sei quanto tempo ficámos assim.
Quando por fim eu me levantei para fumar um cigarro, ele sugeriu que fôssemos até ao café. No dia a seguir, eu tinha logo ás nove uma aula de Macro-Economia, mas acabei por aceitar.
Fomos a um café na Quinta das Conchas, que era o mais próximo da nossa casa. Sentámo-nos  na esplanada e ficámos a conversar sobre aulas e sobre episódios do nosso passado, do tempo em que ainda não nos conhecíamos.
Mas eu olhava para ele, para aqueles cabelos ruivos que o faziam parecer um príncipe, e aquela cara magistralmente bonita, e as mãos dele, grandes, masculinas e fortes; e só me apetecia pegar-lhe nas mãos e beijá-lo.
Quem me cortou os pensamentos foi não o Ricardo, mas a voz de uma outra pessoa
_Então, por aqui?  -olhei para o lado. Era o Simão, um colega de turma. Cumprimentei-o à pressa, mas percebi logo que ele queria sentar-se e não tive outro remédio senão convidá-lo. Ele sentou-se, muito sorridente e a falar muito simpático.
No início do ano, eu falava muito com o Simão, porque percebi que ele era gay e, como era muito bonito, com aquele cabelo preto e a pele clara, com barba rala e os olhos verdes, achei que talvez fosse interessante envolver-me com ele. Depois, não sei porquê, perdi o interesse.
Ele, mesmo assim, falava muito e como se fôssemos muito próximos. Das colunas do rádio, colocadas sobre a porta do café, ouvia-se "Turn Off The Light" da Nelly Furtado, o que me fez lembrar um pouco os tempos em que eu era mais novo e dançava estas coisas com os meus amigos. Fiquei um pouco nostálgico, e só fui chamado àquele lugar quando comecei a perceber que o Simão estava mesmo interessado em fazer aquela noite terminar de outra maneira, uma vez que não deve ter achado que se passasse alguma coisa entre mim e o Ricardo.
Quando a empregada do café nos veio dizer que ia fechar, fomos até casa. O Simão também veio.
Eu e o Ricardo tirámos do frigorífico uma garrafa de vodka que já lá estava há algumas semanas e bebemo-la com o Simão. Quando, já terminada a garrada, o Ricardo se levantou para ir atender o telefonema de uma amiga, o Simão disse-me directamente que se sentia muito atraído por mim e que gostava muito de foder comigo.
Fiquei um bocado hesitante. Empatei-o, à espera que o Ricardo aparecesse, mas ele demorou imenso. O Simão começou a beijar-me levemente o pescoço e eu nunca resisto muito tempo.
Quando o Ricardo apareceu na sala, eu e o Simão já estávamos a comer-nos de tronco nu, no sofá. O Simão viu-o e perguntou-lhe, também sem rodeios se se queria juntar a nós, mas o Ricardo disse que não. No entanto, em vez de ir embora, começou a despir-se e, quando já estava nu, sentou-me na poltrona, de frente para nós, e começou a bater uma, a olhar-nos fixamente.
O Simão abriu a braguilha das minhas calças e puxou o meu pau para fora. Começou a chupar, bem devagar e levando a boca até ao talo, a gemer. Depois, levantou-se e tirou as calças, estendendo para fora o seu cacete, bastante grandinho, que eu comecei logo a chupar, olhando directamente para o Ricardo, que continuava a bater uma punheta, devagar, para render mais. A piça do Simão era bem boa de chupar, e ele empurrava-a a um ritmo lento para mim, para a meter até ao fim sem falhar uma.
Quando eu menos esperava, ele disse-me
_Quero que me fodas, agora. 
_Vou ao meu quarto buscar o material. Entretanto, chupas um pouco o meu amigo.  -disse-lhe, como quem ordena. Ele aproximou-se do Ricardo e, ainda antes que eu tivesse tempo de sair da sala, já ele chupava o caralho do meu amigo.
Voltei com lubrificante e camisinhas e puxei o Simão para parar de chupar o Ricardo. Ele ficou de quatro, mesmo em frente do meu amigo e eu comecei a enfiar-lhe os dedos, sorrindo malvadamente para o Ricardo, que parecia cada vez mais excitado. Depois, enfiei a cabeça no cu do Simão, que começou logo a arfar. O cu dele era apertado, e isso excitava-me sempre. Em duas socadas, enfiei o resto do meu cacete pelo cu do Simão acima, e ele gemia e berrava, a olhar para trás com uns olhos de puta excitada, a pedir mais. Montei-o com quanta força pude, enterrando sempre o meu pau bem fundo do cu dele.
Vim-me, depois de me segurar várias vezes. O Ricardo, à minha frente, ainda não se tinha vindo. Disse-lhe que gostava que ele se enrolasse connosco. Ele aceitou.
Fomos para o quarto dele, deitámo-nos na cama. Eu e o Simão começámos a fazer 69, enquanto o Ricardo me enrabava. Ele enrabou-me com força, como sabia que eu gostava e, viémo-nos quase ao mesmo tempo, ele no meu cu e eu na boca do Simão. O Simão foi o último a vir-se, e veio-se em grande, para a minha cara e a do Ricardo.
E o Ricardo, depois, deu-me a mão.

Madrid, 10 de Setembro de 2010

Personal Sins 3: Gael Garcia Bernal



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Personal Sins 2: 90210



 Ryan Eggold, Trevor Donovan e Kyle Riabko

O Plano

Saí de casa depois do jantar e um bocado mal disposto. Estava frio. Apertei as mãos nos bolsos do blusão e comecei a andar mais depressa. A Mara já devia estar à minha espera no café e ficava sempre chateada quando eu me atrasava. No dia anterior, tinha tomado café com ela quando voltara das aulas
_Preciso da tua ajuda, David.  -por norma, quando ela se oferecia para me pagar o café, era sinal que precisava de uma mãozinha em qualquer coisa. Continuou a explicar-se  _Não sei se já percebeste que eu estou interessada na Débora.
_Ai sim?
_Sim. Ontem estive em casa dela, a ajudá-la a arrumar algumas coisas que ela quer devolver ao ex-namorado e nem imaginas: eu a vê-la com aqueles mini-calções, já um pouco transpirada, com o suór a correr-lhe pelo meio das...
_Não vale a pena entrares em detalhes.  -cortei eu, subitamente. _Do que precisas?
_A Débora está muito triste por ter rompido com o Maurício. E então pediu-me para conhecer o meu primo... Aquele muito giro que tu uma vez viste comigo, aquele que trabalha no bar...
_Sim, sim, estou a ver.
_Bem, eu concordei porque... o meu primo é bi.
_Não estou a perceber... -comentei eu, com franqueza.
_Então, eu pensei que podíamos encontrar-nos os quatro. Aparentemente, eu vou estar a tentar juntar a Débora com o Gonçalo, mas, na verdade, tu vais arranjar maneira de enrolar o Gonçalo, até porque ele gosta mais de homens do que de mulheres... De maneira que a Débora fica outra vez sozinha e aí eu tenho hipótese de tentar seduzi-la.  -fiquei a olhar para ela durante um bocado, sem falar. Acendi um cigarro e depois disse-lhe assim
_Não sei, Mara. O plano não me parece mau, mas imagina que eu não engraço com o teu primo... Quer dizer, eu só o vi daquela vez, e a correr, porque vocês iam dentro do carro. Não sei, não sei.
_Vá lá, faz isso por mim. Se o Gonçalo não te interessar, finges que te interessa e depois, quando ele já estiver longe da Débora dás-lhe com os pés.  -eu hesitei bastante, mas acabei por concordar. Nunca tinha persistência para ganhar uma discussão à Mara.
E agora lá ia eu muito contrariado descendo a rua para os ir encontrar ao café.
Quando entrei, vi logo a Mara sentada com um rapaz que estava de costas e que eu sabia que só podia ser o Gonçalo, o primo dela. Aproximei-me e ele virou-se para mim. De repente, a má disposição passou. Ele era realmente muito bonito, com o cabelo escuro e uns olhos azuis que reluziam sob umas pestanas longas e escuras, a boca grande e bem desenhada com um sorriso rasgado. Vestia uma camisa branca bastante justa sob um casacão preto e umas calças de ganga também bastante justas. Quando ele se levantou para me apertar a mão, reparei que tinha um rabo bastante redondo e apetecível. Sentei-me, de repente feliz por a Mara ter concebido aquele plano para engatar a Débora.
O Gonçalo era muito simpático, tinha uma voz grave a arrastada e acho que ele simpatizou logo comigo. No café ecoava o som da rádio, a passar canções muito pirosas, e logo aí achámos tema de conversa; os dois a mal-dizer daquelas músicas.
Dali a pouco apareceu a Débora, mas o plano da Mara não podia estar a correr melhor. O Gonçalo já estava bastante empenhado na conversa que estava a ter comigo, a contar-me das músicas que passava durante os seus turnos no bar onde trabalhava. Conversou com a Débora muito pouco e muito vagamente. Tive um pouco de pena dela, porque simpatizava muito com ela, por ver que ela não se estaria a sentir muito desejada, mas, se tudo corresse bem, ela acabaria por encontrar consolo na Mara, que estava bastante fascinada por ela. No fundo, todos ficávamos a ganhar.
A Mara aproveitou para se lançar em conversas de gajas com a Débora, e, ao fim de algum tempo, já estávamos a falar em pares.
O Gonçalo conhecia muita coisa de música brasileira, e falei-lhe de uns CDs da Elis Regina que eu tinha mandado vir do Brasil e que ele nunca tinha ouvido. Perguntei-lhe se estaria interessado em ouvi-los
_Podemos ir agora, se quiseres.  -respondeu-me ele, sorrindo. Eu nem tinha tido a intenção de o levar dali naquele momento, mas como a Mara me olhou, dando-me com o olhar a ordem de dizer que sim, respondi-lhe que sim, que poderíamos ir naquele momento até minha casa. O Ricardo não estava lá, tinha ido passar o fim-de-semana a casa de uma amiga.
Quando já tínhamos saído do café e estávamos a subir a Alameda da Linha das Torres, ele deu-me a mão
_Não estou assim muito interessado em ouvir CDs. Eu disse-te que sim porque queria ficar sozinho contigo. -eu não soube o que lhe responder, por isso só lhe sorri e apertei-lhe bem os dedos que ele tinha entrelaçados nos meus. Começámos a andar mais depressa, até chegarmos a minha casa.
Levei-o ao meu quarto e ficámos sentados na cama, um ao lado do outro, a beijar-nos. Ele beijava devagarinho e suavemente, mas dava-me um abraço apertado. Foi ele que começou a despir-me. Já tínhamos tirado os casacos, e ele começou a enfiar as mãos por baixo da minha camisola, e por fim tirou-a. Quando viu a minha tatuagem da estrela, no flanco esquerdo, passou-lhe os dedos devagarinho e depois começou a beijá-la. Então eu tirei-lhe a camisola a ele e fiquei maravilhado com o peito dele, forte e com pêlos ralos e os mamilos já duros. Apalpei-o no meio das pernas e, claro, o pau dele já estava duro. Ele mesmo desapertou as suas calças e tirou o seu cacete para fora. Aí eu comecei a chupá-lo. Tinha uma pila grossa, com uma glande bem grande e bem redondinha que eu lambi, tocando só com a ponta da língua, o que o fez delirar.
Depois, ele empurrou-me, para eu ficar deitado e desapertou as minhas calças. Tirou o meu piço para fora e começou a chupá-lo, bem até ao fundo. Parecia que sufocava um pouco, mas continuava sempre.
Eu depois pú-lo de quatro e comecei a lamber aquele cuzinho, com toda a calma, enfiando a língua um pouco no seu cu e lambendo para ficar bem húmida. Depois, tirei o frasco de gel da gaveta da cómoda e comecei a molhar o meu pau, para poder entrar nele. Entrei devagar, mas ele gemia imenso. O cu dele era bem apertadinho, e apesar de eu estar bem duro, quase era difícil entrar nele, o que me excitava mais ainda. Quando eu já estava todinho dentro do cu do Gonçalo, comecei a fodê-lo. Ele virava a cabeça para trás e sorria. Por isso, comecei a montá-lo com mais força. Ele gemia bem alto e pedia mais. Por isso eu continuei, sempre a sentir o prazer de estar a foder um cu tão apertado. Ele punhetava-se um pouco, mas eu não queria que ele se viesse, porque queria que, a seguir, ele me fodesse o cu também.
Continuei a montá-lo até me vir dentro dele, e foi um orgasmo bem prolongado, que parecia nunca mais acabar.
Tirei o meu pau do cu dele e deitei-me com o cu para cima de maneira a que ele percebesse o que fazer. Com o mesmo sorriso rasgado, ele deitou-se sobre mim e untou o seu pau de gel. Pedi-lhe que entrasse em mim todo de uma vez e ele obedeceu. Enfiou aquele cacete tão grosso pelo meu cu sem parar e depois montou-me com a mesma força com que eu o tinha montado a ele. Ainda me fodeu durante quase meia hora, e eu adorei cada minuto, sentia o meu cu a latejar por estar a apanhar com um caralho tão grosso, mas eu estava doido de prazer e só queria mais. Ele veio-se no meu cu também e depois ficou deitado ao meu lado, um pouco, a beijar-me a passar as mãos pelo meu corpo. Não demorou muito até que eu já tivesse o meu piço duro outra vez. Sem perder tempo, ele sentou-se nele, agora fazendo-me entrar todo de uma vez, e então foi ele que me montou, controlando o rimto com que o meu cacete lhe entrava e saía naquele cuzinho apertado. Pelo meio, ele fez outra coisa que me deixou doido: começou a tirar completamente o meu cacete do seu cu e enfiando todo de uma vez de novo, e depois repetiu e repetiu e repetiu, e de cada vez eu sentia a minha piça furando por ele dentro. Não resisti e puxei-o até à minha cabeça, para poder chupá-lo. Eu tinha adorado sentir aquele caralho grosso no meu cu, mas agora que olhava para ele só conseguia pensar nesse mesmo caralho a foder a minha boca e a esporrar-se nela. Coloquei duas travesseiras debaixo do meu rabo, de maneira a ficar mais á frente, e assim, tal como fizera com o Tiago há umas semanas, consegui foder o cu do Gonçalo, ao mesmo tempo que ele fodia a minha boca. Eu esporrei-me no cu dele outra vez e ele esporrou-se na minha boca e ainda um pouco na minha cara; depois, lambeu e demos um beijo que parecia apaixonado.
Perguntei-lhe se ele queria ficar a dormir comigo. Respondeu-me que sim. Conversámos um pouco, beijámo-nos muito, e ele prometeu que na manhã seguinte me acordaria com um broche. Depois disso, abraçou-se a mim e adormecemos.



Madrid, 2 de Setembro de 2010

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Três Mais Um

Naquele dia, eu ia ter a casa da Samanta para irmos jantar. Eu estava interessado nela, mas ela não estava nada interessada senão em sermos amigos. Como eu a amava, achei que conseguia aguentar.
Toquei à campaínha da casa dela, mas atendeu-me o rapaz que dividia a casa com ela, o Bruno. Como lhe disse quem era, ele abriu-me a porta e deixou-me entrar. Quando eu entrei no apartamento, vi um outro rapaz, de cabelos compridos, castanhos claros, que secava com uma toalha. Sorri-lhe e ele estendeu-me a mão
_Andrew. Sou o namorado do Bruno.  -falava com sotaque. Eu apertei-lhe a mão e perguntei ao Bruno se não estava a interromper alguma coisa, ao que ele respondeu que não. Já nos tínhamos conhecido há algum tempo, e sempre que eu ia a casa da Samanta, encontrava-o. Ele era bem disposto e falador. Naquele dia, sorria bastante. Encaminhou-me para a sala e eu sentei-me num dos sofás e acendi um cigarro. Ele estava já a fumar. O namorado dele provavelmente teria ido para o quarto, acabar de se limpar
_Nunca tinha visto o teu namorado. Ele é português?  -perguntei, para fazer alguma conversa.
_Não. É de Liverpool, mas vive em Portugal há um ano.  -entretanto, o Andrew apareceu na sala. Sentou-se entre mim e o Bruno e do cabelo dele desprendia-se um cheiro muito suave a shampô. Olhei para ele e achei que era realmente invejável, com aquele cabelo a cair-lhe ligeiramente sobre os ombros e os olhos verdes e os braços musculados. Talvez se eu fosse assim tivesse mais sorte com as mulheres. Ele deitou um dos braços para trás, de maneira a abraçar o Bruno e encostou a cabeça ao ombro dele. Olhou para mim
_Tens namorada ou namorado, Sérgio?  -perguntou-me, com um sorriso.
_Não. Gosto de mulheres, mas não tenho nenhuma.  -respondi-lhe.
_Weird. Com esse físico, não devia ser difícil.  -achei aquilo estranho e sorri. Mas o mais estranho foi que comecei a sentir o meu pau a ficar duro. Olhava para eles, muito juntos, e principalmente para o Andrew e o meu pau começava a crescer. Ele virou-se para o Bruno e disse
_He sure is gorgeous...  -depois, olhou para mim a rir e acrescentou -Se algum dia decidires experimentar homens, keep us in mind... -eu não percebi se ele falava a sério, mas aí mesmo o meu caralho ficou completamente duro e, quase sem dar conta, inclinei-me para ele. O sorriso desapareceu-lhe e, de repente, ficou sério. Estendeu aqueles braços fortes para mim e puxou-me para o seu colo. Com a mesma mão, como se adivinhasse, começou a esfregar-me o pau por cima das calças. O Bruno baixou logo a cabeça e beijou-me com força. Comecei a gemer. Sentia muito prazer e não sabia porquê.
O Andrew parecia não querer perder tempo e desapertou-me logo o cinto e baixou-me as calças e os boxeurs. Assobiou ligieramente quando viu o meu pau já tão duro
_Está bem duro, como eu gosto! -disse, para o Bruno e baixou a cabeça. Começou a chupar-me, bem até ao fundo. As mulheres por norma não me chupavam até ao fundo, porque a minha pila ainda é bastante grande, mas o Andrew chupava-me bem até à base, fazendo uso da língua e soltando gemidos de prazer. Eu estava a adorar e, entretanto, o Bruno desapertou as calças dele também, deixando o seu piço junto à minha cara, para eu chupar. De repente, pareceu-me que tinha que o fazer a abocanhei-o. Pensei em chupá-lo devagar, mas quando tinha aquele cacete na minha boca, soube-me tão bem que comecei a ir bem depressa. Senti depois o Andrew a parar de me chupar, mas eu não parei de chupar o namorado dele. Ouvi-o dizer
_Ele está a gostar...   -e riram os dois baixinho, ao que o Andrew acrescentou, pousando-me a mão na cabeça e empurrando-a bem com força contra o membro do Bruno -Também, com uma pila como a tua, who wouldn't?
Só parei de chupar quando percebi que o Andrew estava a desapertar as calças dele também. Eles levantaram-se, deixando-me sentado no sofá e despiram-se de pé. Ficaram completamente nus à minha frente. Ambos tinham piças bem grandes e a do Bruno também era muito grossa. Aproximaram-se de mim e eu fiquei de cabeça perdida, pois queria chupá-los logo. Chupava um e punhetava o outro, e ia trocando, até que eles começaram a tentar empurrar os seus caralhos ao mesmo tempo para a minha boca. Eu abri imenso, o mais que pude, e ainda consegui apanhar com os dois ao mesmo tempo. Aí, eles começaram a empurrar os piços para dentro da minha boca e eu gemia como um doido, enquanto me punhetava a mim mesmo.
Depois disso, eles levaram-me para o quarto, onde acabaram de me despir e me chuparam os dois ao mesmo tempo, o que eu também adorei. Foi o Bruno quem me perguntou
_Qual dos dois queres que te fure?  -eu adorei aquela palavra, fiquei super excitado, mas não conseguia decidir. Olhava para eles e via aqueles cacetes enormes e não sabia com qual queria apanhar primeiro. Assim sendo o Bruno decidiu que seria o Andrew a furar-me. Puseram-me de quatro em cima da cama e o Bruno sentou-se mesmo junto à minha cabeça, agarrando na piça, como a dizer-me que eu ia chupá-lo em breve, e o Andrew ficou atrás de mim, a meter-me os dedos com lubrificante, arrancando-me gritos. Doía-me imenso sentir aqueles dedos a entrarem pelo meu cu onde nunca tinha entrado nada, mas ao mesmo tempo, eu olhava para trás e via o piço do Andrew ainda mais teso do que estivera até ali e queria muito apanhar com ele, senti-lo rasgar-me e a dar-me com força. Pouco depois, ele começava. Enfiou primeiro a cabeça do seu pau no meu cu e eu gritei imenso. Pareceu-me que até via mal, mas olhava para trás e dizia
_Sim, sim, mete toda.  -ele sorria, com um sorriso safado, e enfiava mais. Doía-me como nada me doera na vida, mas eu queria aquela dor e aquele prazer. Sempre que eu pensava que já estava toda lá dentro, ele enfiava mais e mais a pila, que realmente era enorme. Por fim, começou a foder-me e eu chupava com força o Bruno.
_Gostas de levar com aquele caralho enorme?  -dizia-me ele. E eu levantava a cabeça do seu piço e respondia que sim. E logo ele me empurrava a cabeça de novo para o piço. Ficámos assim durante imenso tempo. No princípio doía-me aquele caralho a entrar e a sair de mim com tanta fúria, mas quanto mais fazia, mais gostava. Quando ele parou, disse para o Bruno
_Your turn.  -o Bruno, sem sequer olhar para mim, levantou-se e trocou de lugar com o namorado. A piça dele doeu-me ainda mais a entrar, porque era mais grossa. Os meus gemidos transformaram-se mesmo em gritos, que o Andrew sufocou beijando-me bem forte. Quando, por fim, o Bruno já tinha a piça toda dentro de mim e começou a foder-me, bastante mais depressa do que o Andrew, este empurrou-me a cabeça para o cacete dele, que enfiei logo na boca, a adorar.
Foi assim mesmo que se vieram: o Bruno no meu cu e o Andrew na minha boca. Nem sequer me perguntaram se eu me importava. Quando dei por isso, o Andrew pressionava-me a cabeça para o seu cacete e não me deixava levantar e eu tinha a boca completamente inundada com aquela esporra espessa e deliciosa.
O Bruno rebolou para o meu lado e beijou-me logo, sentindo ainda o sabor da esporra do namorado na minha boca
_It´s not over yet... -disse o Andrew. E, logo de seguida, colocou-se de quatro, de costas para mim. Queria que eu o fodesse. Entrei nele depois de lhe lamber o cu e de lhe enfiar os dedos com gel. Ao lado, o Bruno já se punhetava a ver-me comer o cu do namorado dele. Fodi-o com toda a força que consegui durante imenso tempo e ele olhava para trás, fazendo um sorriso muito safado e dizia
_Yeah, yeah, fuck me, fuck me hard, c'mon, harder...  -parecia nunca estar satisfeito, puxava por mim e eu fodia-o como nunca fodera nenhuma mulher, e era óptimo. Disse-lhe ao ouvido que estava quase a vir-me e ele mandou-me sair. Deitou-se ao lado do Bruno e mandou-me vir na cara deles. Fiquei de joelhos e vim-me em grande, molhando as caras dos dois com a minha esporra, que eles lamberam da cara um do outro.
Pensei que tudo tivesse terminado aí, porque eles se levantaram. Mas, depois, o Bruno olhou para mim e disse-me
_Não sei se queres ficar por aqui. Nós vamos à casa em frente.
_O que há na casa em frente? -perguntei.
_Vive lá o meu primo Mateus. Eu e o Andrew costumamos ir foder com ele. Se quiseres, podes vir também. -eu respondi que iria, claro.
_Not too bad for a first time, right? Three guys at once!  -comentou o Andrew, com o mesmo sorriso safado. E, mesmo nu, saiu do quarto e foi abrir a porta do apartamento. Ouvi-o tocar à campainha do apartamento em frente
_Eu e o meu primo já fodemos um com o outro desde putos. Por norma, os meus namorados passam por ele, e os dele por mim...  -explicou o Bruno, levantando-se. Eu segui-o e nus passámos ao vestíbulo. A porta do apartamento em frente abriu-se e apareceu o primo do Bruno. Também era um rapaz muito bonito, com o cabelo preto e os olhos pretos também, alto e atlético. Mandou-nos entrar. O Bruno apresentou-me e o Mateus cumprimentou-me com um beijo na boca, que me excitou.
Mandou-nos ir para o quarto. Os três sentámo-nos na cama e ele, sem perder tempo, começou a despir-se. Tinha um corpo bastante musculado e um cacete ainda maior do que o do Bruno e o do Andrew. Estava já duro e veio na minha direcção. O Andrew empurrou a minha cabeça e fez-me chupá-lo bem depressa. O Mateus gemia como um doido e depois empurrou-me para cima da cama com violência. O Bruno virou-me de costas. Virei a cabeça para ver o que eles faziam. O Andrew começou a enfiar-me os dedos com vaselina enquanto o Bruno chupava o primo também bem depressa. Depois, espalhou-lhe vaselina no pau e ele deitou-se sobre mim. O piço dele parecia de ferro e entrou no meu cu todo de uma vez, o que me doeu imenso. Pedi-lhe que saísse, mas pareceu que isso ainda o excitou mais porque começou a foder-me à bruta. O Bruno ficou de pé sobre a cama e vi o Mateus começar a chupá-lo, enquanto o Andrew se punha à minha frente para eu o chupar a ele. Depois, o Bruno veio sentar-se ao lado dele e tive que os chupar aos dois. Fiquei louco de prazer, com um caralho a foder-me o cu, enquanto eu chupava mais dois ao mesmo tempo. O Bruno levantou-se depois e senti o cacete do Mateus a sair de mim. E logo o cacete do Bruno começou a foder-me. O Mateus veio dar o caralho dele de mamar ao Andrew. Fiquei muito excitado de ver a boquinha perfeita do Andrew a mamar naquele caralho descomunal e, para poder ver, em vez de o chupar, punhetei-o. Enquanto isso, o Bruno fodia o meu cu a toda a velocidade. O meu cu latejava, doía-me, mas eu não conseguia deixar de sentir prazer. O Bruno chamou o Andrew, que a custo tirou a piça do Mateus da boca e veio tomar o lugar do Bruno no meu cu. Era o terceiro a foder-me, todos seguidos e eu perguntava-me até quando é que eu aguentaria. Mas sentia imenso prazer.
Em vez de virem dar-me a mim de mamar, o Mateus e o Bruno deitaram-se ao nosso lado. O Bruno deitou-se com a barriga para cima e levantou as pernas. O Mateus enfiou o caralho dele no cu do primo e começou a fodê-lo com a mesma brutidão com que me fodera a mim. O Bruno gemia e fazia um sorriso de prazer que me excitava mais ainda.
Logo a seguir, o Mateus tirou o caralho do cu do Bruno e veio metê-lo no meu cu outra vez, e o Andrew passou para o cu do Bruno.
A certa altura, eu sentia um caralho a sair do meu cu e outro a entrar e já não sabia de quem era. Só sabia que queria que me fodessem mais e mais e mais, porque estava a adorar e só lamentava não ter começado mais cedo. Fiquei ali deitado a ser fodido durante o que me pareceram ser muitas horas, pois na janela se via que já anoitecera.
Por fim, olhei para trás e o Bruno tirava o seu cacete do meu cu. Pensei que outro se ia meter, mas não. O Mateus mandou-me sentar na cama. Sentei-me. Fiquei à espera de ver o que ia acontecer.
O Bruno deitou-se à minha frente com a barriga para cima. O Andrew sentou-se logo, enfiando rapidamente o pau do Bruno no seu cu. Ficou parado. Eu ia rebentando de tesão quando vi o Mateus, de costas para ele, enfiando também o seu pau no cu do Andrew. O Andrew gemia e soltava outra vez aquele sorriso safado. Olhava-me nos olhos, mordendo o lábio inferior. Em cima dele, o Mateus dava-lhe no cu com força, fazendo com que também o Bruno gemesse como um doido. Não resisti e levantei-me, para ver de trás. Comecei a punhetar-me com força quando vi mesmo os caralhos do Bruno e do Mateus metidos ao mesmo tempo no cu do Andrew.
Quando voltei à frente, o Andrew chamou-me com o dedo. Aproximei-me e ele desatou a chupar a minha piça como um doido. O Mateus, a fodê-lo na maior, avisava-me que não me viesse.
Dali a pouco, os dois saiam do Andrew e ele deitava-se, com a barriga virada para cima. Percebi que os três teríamos que nos esporrar para a cara dele e foi isso que fizémos. O Mateus veio-se primeiro, deixando uma quantidade inacreditável de esporra que ia desde o queixo à testa do Andrew. Depois o Bruno, que fez pontaria para a boca bem aberta do namorado. E, por fim, eu vim-me imenso, deixando-lhe uma camada grossa de esporra nas bochechas e na boca.
Logo os três nos baixámos para lamber o que o próprio Andrew não conseguiu lamber.
Eles abraçavam-se e apalpavam-se. Depois, olharam para mim.
_O Sérgio é hetero. Ou era... - explicou ele ao Mateus.
_E que tens a dizer-nos? -perguntou o primo, enquanto massajava o seu próprio cacete.
Eu fiquei calado durante algum tempo. Depois respondi
_Quando é que posso voltar a encontrar-vos?

Lisboa, 13, 14 e 15 de Março de 2009

domingo, 1 de maio de 2011

Música Para Um Encontro

Naquela altura, eu estava muito deprimido. Passava os meus dias fechado em casa, a ouvir "To Have and Not to Hold" da Madonna, com o volume no máximo. Sentia-me a viver dentro de um bloco de gelo, porque só me apetecia chorar, tudo por causa de um rapaz que talvez nunca me tivesse amado. Eu perguntava-me continuamente se o que tinhamos tido era tesão ou amor mesmo. Eu só sabia que o amava e que só pensava nele. Mas ele não me dizia nada, e eu imaginava que ele já tivesse outro namorado e já me tivesse esquecido.
A Flávia, que era a minha única amiga verdadeira e íntima, visitava-me todos os dias, excepto quando não podia mesmo. Ela ficava sempre muito preocupada, porque me via a chorar e a querer desistir de tudo. Mas houve um dia em que ela apareceu de manhã, o que raramente acontecia.
Lá estava eu, com o meu pijama azul-escuro e os óculos um tanto baços, a ouvir "To Have and Not to Hold".  Ela entrou e disse-me
_Tens que te vestir, Márcio. Há um sítio onde temos que ir logo depois do almoço. -ela sorria muito, mas eu não conseguia retribuir-lhe. Disse que não me apetecia sair de casa, mas ela insistia muito, garantindo que era do meu melhor interesse ir tomar banho e ir com ela.
Fiz o que ela me pedia, um pouco também porque há dois dias que não saía de casa e começava a querer fazê-lo.
Fiquei pronto pouco depois e saímos para almoçar. Fomos à Adega de S. Roque na Rua da Misericórdia, porque lá os bifes eram bons e a Flávia insistia que eu precisava urgentemente de comer uma boa refeição.
Demorámo-nos a conversar, mas eu não sabia falar sobre mais nada do que o Lucas. Não conseguia pensar em mais nada. A única coisa que eu queria era encontrá-lo, poder dizer-lhe o quanto o amava, como seria capaz de abdicar de tudo por ele. Quando já estávamos na sobremesa, a Flávia disse-me
_A verdadeira razão por que quis que saísses e viéssemos até aqui é que, na Rua Nova do Almada, abriu uma lojinha de CDs usados, onde estive ontem. O empregado é completamente o teu estilo. Lembrei-me logo de ti.  -eu olhei-a como se nunca tivesse ouvido na minha vida alguma coisa tão estúpida. Recomecei a falar-lhe da minha paixão pelo Lucas, que não passava. Mas a Flávia era sempre muito intransigente e conseguia sempre o que queria
_O que eu quero é ver-te bem. E acho que, pelo menos, falares com este rapaz, te vai fazer bem.  -argumentava ela.
Descemos a Baixa até à Rua Nova do Almada. A loja ficava quase no fim da rua e era muito pequena. Fiquei logo maravilhado com a quantidade de CDs que tinha na secção de música brasileira, que era a minha preferida. E, claro, olhei para o empregado. A Flávia acertara. Era mesmo o tipo de homem que eu gosto:  forte, de cabelo curto liso castanho claro e olhos cor de amêndoa, alto. E o olhar desperto e doce, ao mesmo tempo; o olhar que pousou em mim. Senti-me zonzo, mas quis disfarçar e aproximei-me da estante da música brasileira. Descobri logo alguns álbuns que nunca tinha visto do Chico Buarque e da Maria Bethânia e da Simone. Comecei a retirar alguns, e tive que os levar. Aproximei-me do balcão e sorri ao empregado, mais do que um simples sorriso de educação e menos do que um sorriso de engate. Penso que ele percebeu, porque sorriu da mesma maneira e começou a olhar para os CDs, à procura de alguma coisa para me dizer
_Levas aqui algumas coisas difíceis de achar...  -olhou-me bem nos olhos, como eu gosto.
_Sim, ando sempre à procura. Sem música não vivo.  -respondi, sorrindo agora um pouco mais.
_Na próxima semana, o patrão vai trazer mais duas caixas de MPB. Se calhar, devias passar cá nessa altura, para veres se encontras alguma coisa que te interesse.
_É uma boa ideia.
_Podes deixar-me o teu contacto e eu telefono logo que isso esteja cá.  -acenei com a cabeça e ditei o meu número. Perguntou-me o meu nome
_Márcio.  -respondi.
A Flávia ficara o tempo todo lá fora, a fingir que falava ao telemóvel, para que eu e o empregado estivéssemos sozinhos dentro da loja. Quando saí, eu achei que se tinha dado ali alguma coisa, uma espécie de química, porque me pareceu que ele percebera que eu senti por ele logo bastante tesão e que estava interessado em conhecê-lo.
Nos dias seguintes, comecei devagarinho como um caracol a retomar a minha vida, a sair todos os dias e a encontrar-me com alguns amigos. Aquele encontro estranho deu-me alguma força para enfrentar.
No domingo seguinte, por volta das dez da noite, eu estava em casa a ouvir "To Have and Not to Hold", quando o meu telemóvel tocou. Era um número desconhecido, mas atendi
_Fala o Márcio?
_Sim.
_Daqui fala o Rúben, da loja de CDs. É o seguinte: o patrão deixou agora as caixas com os CDs de música brasileira e eu lembrei-me de te telefonar porque, se quisesses, podias vir até aqui e dar uma vista de olhos.
_Agora?
_Sim. Assim escolhes o que quiseres e levas, antes de eu arrumar nas prateleiras. -achei que aquilo era uma boa ideia.
Disse-lhe que sim, e desci a rua até à lojinha. Bati no vidro da porta e, nalguns segundos, ele apareceu. Abriu-me a porta, sorrindo, e deixou-me entrar.
_Estão ali. -disse-me, apontando duas enormes caixas que estavam no chão da loja.
Durante meia hora, os dois retirámos CDs de dentro das caixas e eu fui escolhendo alguns que queria levar comigo. Conversámos bastante sobre música. Tal como eu, ele achava que a música era como ar, que era precisa para tudo e que aproxima as pessoas. Encontrei um álbum antiguinho do Chico Buarque que me chamou a atenção. Por essa altura, eu e o Rúben estávamos sentados no chão a ler as listas de canções dos CDs com um cinzeiro no meio de nós, que começava a ficar cheio de filtros
_Também gosto muito do Chico. -disse ele, pegando no CD que eu tinha já visto. Levantou-se e foi colocá-lo na aparelhagem. Começámos a ouvir a "Joana Francesa" pela lojinha e ele foi baixar o estor da porta.
Depois, voltou-se de frente para mim e estendeu-me o braço. Agarrei-lhe na mão e levantei-me. Ficámos frente-a-frente e começámos a dançar devagar, enquanto ríamos. Ele encostou a cabeça ao meu ombro e, durante algum tempo, ficámos meios abraçados. Eu sentia-o respirar junto ao meu pescoço e comecei a ficar duro. Depois beijámo-nos. Voltámos a sentar-nos no chão, enquanto nos beijávamos.
Começámos a apalpar-nos. Ele passava as mãos com força pelo meu corpo todo, eu já estava com o pau bem duro e ele também. Ele tirou-me os óculos e pousou-os sobre a pilha dos CDs que eram para eu levar. Depois, ele empurrou-me para eu ficar deitado de costas e tirou a t-shirt. Tinha o peito forte e sem pêlos, com uma tatuagem tribal enorme, que começava no ombro esquerdo e se prolongava sobre o peito, até ao mamilo. Puxei-o para cima de mim e lambi-lhe a tatuagem, arrancando-lhe gemidos guturais. Enquanto isso, ele, só com uma mão, tentava desapertar-me o botão das calças. Parecia cada vez mais impaciente e começou a descer, deixando-me louco por continuar a beijar-lhe a tatuagem; ficou com a cabeça sobre o meu púbis e desapertou-me as calças à pressa. Tirou-me o pau para fora e começou logo a chupá-lo, olhando-me bem nos olhos. Parecia completamente passado de prazer e eu pousei-lhe as duas mãos sobre a cabeça, empurrando-o para me chupar bem até ao fundo. Ele puxou-me as calças até ao fundo das pernas.
Eu ergui-me e puxei-lhe a cabeça para o beijar. Ele invidiu a minha boca em força com a língua, para eu sentir o sabor do meu pau. Acabámos de nos despir e ficámos deitados no chão só nos amassos. Eu não conseguia tirar as mãos do cacete dele que era bem grosso. Foi então que ele começou a subir, até ficar sentado em cima do meu peito. Puxou-me a cabeça à bruta para o pau dele e fez-me chupá-lo, também à bruta, bem como eu gostava. Eu sentia aquele cacete  a encher-me a boca até à garganta e não me apetecia parar. Aproveitei para lhe enfiar um dedo no cu, o que fez com que ele não só gemesse ainda mais alto (e tinha uma voz super masculina, que eu adorava), como que me desse com o piço na boca com mais fúria. Arranjei maneira de me virar de costas para ele. Fiquei deitado no chão, mas com o rabo levantadinho, para ele perceber que eu queria que ele me fodesse. Estendi a mão para as minhas calças e tirei a carteira do bolso de trás. Tinha lá preservativos e saquetas de gel. Passei-lhos para a mão. Ele beijava-me o pescoço e as orelhas, enquanto começava a enfiar-me os dedos, primeiro devagar e depois à bruta. Enfiou-me dois, quando o senti colocar o preservativo e, depois disso, começou a entrar. Como o cacete dele era bem grosso, doía um bocado, mas eu não queria que ele parasse. Quando já o tinha todo lá dentro, ele começou a dar-me com força. Enquanto me fodia, tinha os braços apertados à minha volta, e tudo isso junto fazia com que eu quisesse ficar ali imenso tempo. Quando senti que ele estava quase a vir-se, pedi-lhe que saísse e que se viesse em cima do meu rabo; o que ele fez, a gemer como um animal.
Rebolou um pouco, até ficar deitado ao meu lado. Eu ainda arfava e sentia o cu a latejar um pouco. Não demorou muito até que ele estivesse deitado de lado, com o rabo virado para mim, bem arrebitado. Eu pus uma camisinha e comecei a passar gel, enquanto ele fazia o mesmo enfiando os dedos no cu. Enfiava-os bem fundos e virava a cabeça de lado para que eu conseguisse beijá-lo.
Quando ele menos esperava, enfiei o meu cacete no cu dele, enquanto ele ainda tinha um dedo lá enfiado. Ele soltou um berro e tirou o dedo. Enfiei o meu pau todo de uma vez, enquanto ele se contorcia. A certa altura, eu estava quieto e era ele que empurrava o cu para o meu cacete. O cacete dele também já estava duro outra vez, e eu agarrei-o e comecei a punhetá-lo. Depois voltei a ser eu a investir com o meu pau no cu dele, bem com força, de maneira a que ele não parasse de gemer. Quando estava quase a vir-me, saí do cu dele, virei-o de frente para mim, arranquei a camisinha e esporrei-me para cima do abdómen dele. Saíu-me imensa esporra, pois há muito que não fodia, e também bem espessa e branca. Ele veio-se logo a seguir, e a esporra dele misturou-se na minha.  Deixei-me cair para cima dele, e ficámos assim durante algum tempo, a respirar pesadamente e quase adormecendo. Eu tinha a cabeça pousada em cima da tatuagem dele e, para minha surpresa, ele abraçou-me. E deixámo-nos ficar.

Lisboa, 24 de Outubro de 2009

sábado, 30 de abril de 2011

A Praia à Meia-Noite

Ela ia, todos os dias, ao fim da tarde para aquela praia. Não sabia bem se estava à espera de qualquer coisa. Ou de alguém.  Havia um rapaz, que, nos últimos dias, lhe chamava a atenção. Pareceu-lhe que ele seria filho de algum pescador. Ele passava, sempre em t-shirts sem mangas, com os músculos dos braços bem à mostra e o cabelo loiro aos caracóis dançando ao vento. Ela pensou que ele deveria ser mais novo que ela, alguns anos, mas a verdade é que quando ele passava ela se sentia menos sozinha e, ao mesmo tempo, sentia o seu corpo responder ao chamamento que aquele corpo jovem parecia fazer-lhe.
Há vários dias que tentava pensar numa maneira de ir falar com ele. Não lhe ocorria nenhuma. Talvez porque, no fundo de si, tinha uma grande timidez e um grande medo de que ele entendesse mais ou menos quais eram os seus objectivos.
Naquela tarde, ele passou, de novo. Ela ficou a vê-lo, reparando na força dos braços, nas pernas com pêlos amarelados, à mostra dos joelhos para baixo por causa dos calções. E uma vez mais ela quis, no fundo de si, ir ter com ele, dizer-lhe alguma coisa. Mas o quê?
Ela sentia-se muito sozinha, muito. Os homens passavam na sua vida com a velocidade e a violência de turbilhões e não havia maneira de contornar esse destino, ao que parecia.
Seria problema dela, o facto de ter sentimentos? Talvez fosse melhor não os ter, para não sofrer depois as perdas. Mas, como conseguiria isso?
Ali estava ela, uma vez mais de férias e uma vez mais sozinha, e aquele rapaz que passava com a graciosidade de uma idade jovem mas a pungência de um corpo másculo, despertava nela sentimentos insuspeitados que a feriam ao mesmo tempo que a entusiasmavam, como se fossem a luz de um barco que durante a noite se aproximasse do porto.
Viajara de tão longe para ver aquele mar, o mar da sua meninine. Reconhecer-lhe-ia as marés à distância. Era um mar e não havia outro mar para ela. Era só aquele. Recôndito e quase ignorado de destinos turísticos mais habituais. A praia, depois das seis da tarde, estava sempre deserta, e apenas se viam barcos a chegar, barcos pequenos, de pesca, com nomes de mulheres. Barcos que estavam ali desde que ela era menina e chupava rebuçados e não sentia o corpo pedir outro corpo daquela maneira desesperante e intensa, sempre intensa.
O rapaz passava sempre entre os barcos, fumava um cigarro e depois voltava para trás.
Nunca se demorava mais do que um quarto de hora. Ela pensou que o mais provável seria ele ir ali para que os pais não descobrissem que ele fumava. Sentiu-se ainda mais ridícula por desejar um homem nestas circunstâncias.
Mas ela não era ridícula. Tinha um coração de ouro, de que os outros se aproveitavam. Chamava-se Tâmara. Era um grande azar que tivesse o nome de um fruto, quando ela tantas vezes sentia que o seu coração era tragado pelos homens e depois cuspido quando chegavam ao caroço. Era assim, a sua vida, tinha sido sempre assim, em 27 anos nunca conhecera outra realidade, mesmo enquanto as melhores amigas planeavam casamentos e começavam a aparecer grávidas, sempre muito felizes por verem as suas vidas concretizadas, e alheias à dor de Tâmara, à sua solidão tão desmesurada e à sua tristeza que nunca se esvaía com tanto choro, tantas lágrimas em vão.
Foi na tarde seguinte que tudo mudou. Ela não conseguia pensar numa solução para ir falar com aquele rapaz, inconscientemente, impedia-se de a encontrar. Mas o destino é o destino. Ele veio falar com ela. Estava ela, como sempre, de pé entre as rochas, no seu vestido de tecido leve cor-de-rosa, que balançava ao vento e sob o calor a mantinha fresca. Ele voltou de fumar o seu cigarro, mas saiu do seu caminho para ir ao encontro dela. Ela percebeu isso quando ele estava a já poucos metros dela e não se mexeu
_Está aqui todas as tardes. Que procura que ainda não tenha visto? -perguntou ele.
_Nada. Olho apenas. Não acha que é bonito olhar para o mar? -respondeu.
_Olho-o desde que nasci. Não tem nada que ver. É sempre igual. -afirmou o rapaz.
_Não gosto de acreditar que assim seja. Sempre alguma coisa pode acontecer. -insistiu ela.
_Como se chama?
_Tâmara.
_Eu chamo-me Nero. Há muito tempo que estava para vir falar consigo. Nos 23 anos que passei aqui, percebi que as pessoas só olham para o mar porque não conseguem ver deus. -explicou ele.
Ela ficou surpreendida com a simplicidade e a verdade daquela frase. Não soube que responder-lhe. Era verdade que ali vinha pensar.
_Quer ir dar um passeio? -perguntou ele. Apontou para as formações rochosas que começavam ao lado direito. Ela aceitou e foram andando, ainda que sem conversar muito. Ela não sabia o que dizer. Sabia já a idade dele, não tinham quase diferença nenhuma, mas ela não conseguia evitar aquele sentimento de que era ridícula.
A noite começava a cair, em tonalidades claras, pastel, no verão. Foi quando ele pediu para pararem e se sentou numa rocha , a fumar. Ela ficou de lado para ele, olhando também para a frente.
_Não vale a pena estar a disfarçar. Amo-a. Há dias que a vejo a olhar o mar e vou fumar à praia para a ver. Não consigo pensar senão em si. Acho que estou ligado a si por qualquer coisa, talvez pela força do destino. -disse ele, de repente, tudo de uma vez, como se tivesse levando muito tempo a pensar, mas finalmente se decidisse. Ela quase não se mexeu
_Não sabe o que está a dizer. Isso são algumas ideias parvas que tem por achar que eu tenho problemas na vida, só porque olho para o mar todos os dias sem um cigarro na mão.
_Vai-me dizer que não os tem?
_Tenho. Mas não vejo como isso faz com que tenha razão no que diz.
_Amo-a. De que razão precisa o amor. Amo-a. -ao dizer isto, ele estendeu o braço e deu-lhe a mão. Tâmara não foi capaz de largar. Virou-se de frente para ele, como se fosse chorar mas não. Esperava apenas o beijo que ele lhe deu. Um beijo longo e terno, que depois começou a tornar-se pujante. Ele hesitou, mas logo a sentou sobre o seu colo, beijando-lhe o peito sobre o vestido, enquanto desapertava o fecho dos calções. Levantou-lhe o vestido e depois subiu-lhe também o top do bikini, de maneira a poder arrastar a língua pelos mamilos dela, mordendo-os também, com jeitinho. Por fim, ele tinha também o seu pau de fora, e ela não demorou até estar a acariciá-lo com as mãos.
A medo, mas decidido, ele levantou-se, ficando o pau estendido na frente dela. Ela chupou-o  devagar, depois, puxou-o para o chão e deitou-o. Sentou-se no pau dele, e fizeram amor até que escurecesse. Depois disso, com a roupa desapertada e às três pancadas, ficaram de mãos dadas a olhar o escuro da noite
_À meia-noite despedimo-nos. Não posso prolongar isto que aconteceu. -sentenciou ela, de repente.
_Por que me faz isto?
_Tem que ser. Eu nem sequer sou de cá. E sou mais velha. Já me chega de corações partidos. Mais vale guardar memória de um encontro que foi bom. -ele tentou convencê-la a não proceder dessa maneira, mas ela estava intransigente.
No entanto, ela não conseguia fugir ao desejo que sentia. Puxou-o para cima dela e, desta vez, em vez de fazerem amor, ele fodeu-a com força. Ela sentia aquele pau grosso e encarquilhado entrar nela e gemia. Ele estava impiedoso. Retirava completamente o pau da cona dela e depois enfiava de uma vez até ao fundo. Ela dava pequenos gritos, pela primeira vez completamente entregue ao prazer, sem se preocupar com desilusões ou tristeza. Apertava os braços musculados dele enquanto o sentia brutalizá-la e gostava.
Por fim, ele tirou de vez o piço de dentro da boceta dela  e agilmente colocou o seu colo sobre o pescoço dela. Puxou-lhe a boca para o pau e esporrou-se dentro dela.
Ela engoliu a langonha com gosto e depois, ele ficou deitado sobre ela. E o tempo passava.
Quando ela consultou o telemóvel, viu que ainda faltava meia hora para a meia-noite. Avisou-o. Ele voltou a pedir-lhe que reconsiderasse, mas ela não cedeu.
Furioso, ele abriu-lhe as pernas e desatou a lamber-lhe a cona. A sua língua era ágil e ela veio-se duas vezes antes que ele parasse. Na última dessas vezes, esguichou-lhe em cheio na cara. Ele abriu a boca, como se quisesse guardar aquele sabor para sempre. Com a excitação, ficara de pau feito de novo e acabou batendo uma e a vir-se em cheio sobre os pêlos que Tâmara tinha na boceta. Ainda zangado por ela nunca mais o ir ver, ele esfregou com a mão a sua esporra na boceta dela, como se para obrigar a pele a absorver, e assim ele ficar dentro dela por mais tempo.
À meia-noite, ela levantou-se e começou a fazer o caminho de volta.
Nero ficou durante algum tempo sentado nas rochas, com o pau ainda de fora, a pensar na mulher que havia tido e perdido num dia só. A mulher que ele amava.


Vilamoura, 6 de Agosto de 2010

Noite de Jogo

1.

É mais ou menos assim que quero começar por contar:
Ninguém acreditaria no barulho. Enquanto eu subia a Alameda, sozinho, ouvia berros, berros de gente junta, muito junta, como um gigante a gemer. Gritavam
_Vitória! Vitória! - e gritavam outras coisas que eu não conseguia distinguir. Estava calor. Eu não conseguia andar muito depressa, porque começava a transpirar. Faltavam-me alguns metros para chegar a casa. Na mão esquerda trazia as chaves, que ia rodando em volta do dedo médio, como se estivesse bem disposto. Detesto andar na rua em noites de jogo. Ainda por cima, o jogo já tinha acabado, e agora era aquela altura em que os adeptos andavam pelas ruas a celebrar. Eu seguia pela Avenida acima, a tentar desviar-me deles, mas havia sempre algum que tropeçava em mim ou em quem eu tropeçava. Aconteceu-me várias vezes.
Quando eu estava a passar ao lado do muro da Quinta das Conchas, um adepto gordo e transpirado chocou contra mim de tal maneira que o conteúdo da minha mochila praticamente todo se espalhou pelo chão. Não tinha nada de especial: um caderno que eu usava para as aulas, a caixa dos óculos-de-sol com os óculos lá dentro, tabaco, isqueiro, dois CDs e uma latinha de rebuçados pequena, dentro da qual eu tinha erva. Pensei logo que ia ficar sem nada, porque com a quantidade de adeptos que passavam, o mais provável era calcarem-me tudo. Baixei-me, mesmo assim, rapidamente, olhando ainda para trás, para ver se o palhaço que me dera o encontrão pedia desculpas -que não pediu, claro. Quando, já de cócoras, comecei a levantar os meus pertences do chão, reparei num grupo que vinha na minha direcção: quatro raparigas e um rapaz, todos com cachecóis e t-shirts verdes e brancos; e uma das raparigas trazia ainda um chapéu verde.
Pareceu-me que o rapaz olhou para mim, mas o CD da Elis Regina que me tinha devolvido a Ana, naquela tarde, era bastante precioso (tinha-o mandado trazer do Brasil, porque cá não se encontrava) e baixei logo a cabeça, para o apanhar. Quando já tinha tudo junto aos pés e comecei a colocar de novo dentro da mochila reparei que ele olhava mesmo para mim. Sorri. Com um daqueles sorrisos que dizem tudo. Um daqueles sorrisos que são de fascínio, quando se vê a beleza.
Ele tinha o cabelo curto, quase rapado, uma barba rala, uns olhos enormes e sonolentos, o nariz direito e uma boca grossa, com os lábios quase simétricos. Por baixo da roupa, dava para entender que era magro. Era alto e tinha um andar elegante, algo gingão. E, apesar daquela camisola do Sporting que não fazia ninguém ter bom aspecto, ele tinha um certo allure e não consegui deixar de sorrir-lhe assim.
Ele disse qualquer coisa para uma das amigas e sorriu-me de volta. Em vez de continuar a andar em linha recta, começou a desviar-se na minha direcção. Quando ele estava a um passo de mim, já eu estava de pé, parado. Ele sorriu-me, como se me dissesse olá e tirou o cachecol do pescoço. As amigas continuaram a andar, deixei de as ver. E ele passou-me o cachecol por trás do pescoço e puxou-me para mais junto dele. Aproximámos a boca e quase nos beijámos mas ele disse-me só o nome. Chamava-se Tiago. Eu disse-lhe o meu, David. Perguntei-lhe se queria vir comigo para casa e ele deu-me a mão. Fez um sinal para as amigas, que deviam ter começado a andar mais devagar, à espera, e depois respondeu-me que sim.
Por sorte, eu estava já perto. Quando entrámos pela porta do prédio, beijámo-nos com força. Eu fechei-a e ele apalpou-me no meio das pernas, sem rodeios, depois sorriu e beijou-me ainda com mais força, provavelmente incitado pelo facto de o meu pau, naquele momento, parecer de aço.
Subimos as escadas a correr, entrámos no meu apartamento. Percebi que o Ricardo devia estar no quarto dele, mas não me importei.
Fechei a porta do meu quarto e o Tiago desapertou-me o cinto. Eu gemia. Queria-o de uma maneira absoluta, talvez por saber que, provavelmente, depois daquela noite nunca mais o veria.  Ele ajoelhou-se à minha frente e tirou-me o pau para fora das calças. Sorriu-me, mordendo o lábio inferior, e desatou depois a chupar-me. Eu encostei a cabeça à porta e fechei os olhos. Ele sabia o que fazia. Usava a língua, não lhe sentia os dentes e ia e vinha depressa mas intensamente. A princípio, chupava-me só metade, mas, após alguns segundos, já conseguia chupar o meu pau até ao fim. Eu comecei a gemer, não conseguia conter-me. Quando ele se levantou, mantendo o meu pau na mão, sorria como se os seus olhos, azuis, tivessem incendiado e beijou-me, metendo a língua com força na minha boca; a língua sabia a piça e isso excitou-me mais ainda. Desapertei-lhe as calças e tirei o pau dele para fora também. Era bom. Apesar de não ser muito grosso, era comprido e estava bem duro, o suficiente para eu não aguentar não o ter na boca.  Chupei-o até não aguentar mais e, a seguir, começámos a despir-nos, sem calma nenhuma.
Ele atirou-me sobre a cama, e pegou no frasco de lubrificante que estava na mesa-de-cabeceira. Começou a passar-mo na pila, dizendo em sussurros
_Quero esse caralho dentro de mim... -com isto, o meu pau que já estava duro, ficou tão duro que me doía. Acho que ele sentiu isso, porque gemeu brutalmente e começou a espalhar-me o lubrificante mais depressa. Quando ele ia começar a passar no buraco dele, disse-lhe
_Não... Eu quero ver-te a meter os dedos. -ele sorriu, mordendo de novo o lábio inferior e pôs-se de quatro na cama, com o rabo redondo e duro virando para mim. Começou a meter os dedos, começando pelo médio, e metia-os com tanto vigor e gemendo tanto de prazer, que eu tive a certeza que ia ser uma foda magnífica. Melhorou mais essa certeza quando ele enfiou também o dedo indicador e, para minha surpresa, também o anelar. Foi aí que não aguentei mais. Ergui-lhe e segurei-o pela cintura, obriguei-o a ficar de frente para mim
_Senta-te no meu pau, senta-te.  -foi uma sorte não me ter vindo logo aí. Ao contrário da maior parte dos gajos que eu já fodera, este sentou-se e, de uma vez só, enfiou o meu pau, até ao fim, pelo cu acima. Senti-me tão excitado que comecei a mexer-me de maneira a ser eu a fodê-lo.
Ele atirou com os braços para trás das costas e começou a gemer, ao rimto do meu piço a entrar nele, até que, por fim, decidiu ser ele a mexer-se e a controlar o ritmo.
Foi aí que reparei que o pau dele era comprido o suficiente para eu o enfiar na boca. Foi mesmo muito bom. Ele mexia-se e, ao mesmo tempo que baixava e erguia o cu dele sobre o meu pau, entrava e saía da minha boca. Aguentámos ainda bastante tempo. Ele fixou a mão na minha nuca, para ser mais fácil eu chupá-lo e não ter que ir baixando a cabeça. Viémo-nos mais ou menos ao mesmo tempo: enquanto ele berrava, sentindo o meu caralho a contraír-se dentro dele, eu sentia a sua esporra a encher-me a boca. Beijámo-nos ainda mais sofregamente.
Ficámos durante um bocado abraçados, a arfar e sem falar. Depois, ele disse-me ao ouvido que ainda não lhe chegara e, sem esperar resposta, desceu a mão até ao meu pau. Começou devagar a bater-me uma e eu fiz-lhe o mesmo.
Em poucos minutos, estávamos os dois duros outra vez e ele implorava-me ao ouvido
_Fura-me outra vez, fura-me com força. -e deitou-se com a barriga para baixo. Eu fiquei sobre ele e penetrei-o todo de uma vez. Desta vez arranquei-lhe um grito que se deve ter ouvido por todo o prédio.
_Isso, isso, fode-me até doer, dá com força.  -era raro encontrar alguém que aguentasse levar com a força com que lhe dei. A certa altura, estava a enrabá-lo com tanto força que me pareceu que aquilo só fora possível anteriormente na minha imaginação, enquanto me masturbava. Ele quase chorava mas dizia, cada vez mais alto
_Isso, isso. Dá-me até te vires.  -e eu fazia o que ele me pedia. Algures, dava-me impressão de que já estava a ver tudo desfocado, ao mesmo tempo que pensava que nunca na vida dera uma foda que me soubesse tão bem. Disse-lhe depois
_Estou quase a vir-me.
_Então sai. Quero que te esporres no meu peito.  -ele tinha um peito bonito, saliente sem ser musculado, com pêlos curtos e ralos que lhe davam um aspecto másculo. Esporrei-me em grande em cima daquele peito, como se deixasse cobras brancas em cima dele. Ele parecia uivar de prazer. Deitei-me ao lado dele e perguntei-lhe se ele queria ir embora. Respondeu-me que não. Mas que estava com sede. Se eu podia arranjar-lhe um copo de água.
Embrulhei-me num cobertor e saí do quarto, em direcção á cozinha. Tinha algumas dificuldades em equilibrar-me, porque o corpo estava a latejar de tanto esforço. Mas valera a pena. Aquele fogo que se via no azul dos olhos do Tiago não era gratuito. Tinha uma razão de ser. Perguntei-me por momentos se voltaria a vê-lo ou, mais importante ainda, a fodê-lo. 
Retirei um copo do armário e enchi-o de água.


2.

Não me enganara ao entrar, quando pensei que o Ricardo deveria estar no seu quarto.
Dividia a casa com ele há sete meses. Conhecemo-nos ali e ficámos amigos. Ele era esplêndido. Tinha o cabelo ruivo, pelos ombros, ondulado e uns olhos entre o azul e o verde que pareciam ardentes o tempo todo. Usava a barba mais ou menos comprida, o que lhe realçava a pele branca, absolutamente pálida. Desde que o vira a primeira vez que o desejava. Muito. Ele percebeu isso. No entanto, nunca consegui nada dele, excepto fazer-lhe um broche, uma noite, depois de fumada muita erva. Disse-lhe que o queria e ele disse-me que não sabia se era capaz de fazer sexo com um homem. Sugeri-lhe que, para experimentar, eu lhe fizesse um broche. Vivíamos, nessa altura, juntos há cinco meses, e tínhamos ganho confiança para esse tipo de propostas. Chupei-o. Já tinha chupado piças bem maiores e bem mais grossas: a dele era normal, mas estava tão dura e tão quente na minha boca que não consegui parar enquanto ele não se veio. Acho que ele estava a gostar muito também, porque se esporrou abundantemente: encheu-me a boca e ainda me sujou à volta dela. Eu engoli tudo, sentindo a esporra quente descer-me pela garganta e, depois, beijámo-nos e ele limpou com a boca dele o que tinha ficado fora da minha. Depois disso, nunca mais tocámos no assunto.
Naquela noite, eu estava a encher o copo com água para o Tiago, quando o Ricardo apareceu na cozinha. Vinha a fumar e sorriu-me, dando-me a entender que percebera o que se passava. Seria impossível não perceber. Aproximou-se de mim e perguntou-me se eu queria um pouco do charro que ele estava a fumar. Aceitei. Fumei um pouco e depois, disse-lhe que devia voltar para o quarto.
_Sabes, David, nunca cheguei a retribuir-te aquele broche que me fizeste... -disse ele, muito sério.
_Não era obrigatório retribuires. -respondi eu. Mas parei de andar, deixando claro que estava interessado em ver ao que aquilo conduzia.
_Foi um bom broche. Dos melhores que já me fizeram. Valia a pena retribuir. -concluiu ele.
Eu voltei para trás e aproximei-me dele. Beijei-o e ele beijou-me, com força, como só um homem pode beijar. Ficámos assim durante alguns minutos, enquanto ele me apalpava o corpo (eu tinha deixado caír o cobertor) e eu começava a tirar-lhe a t-shirt. Despi-o completamente antes de o levar para o quarto.
Quando entrámos, o Tiago estava ainda deitado, como antes, e a minha esporra brilhava-lhe no peito e no pescoço. Ele olhou para o Ricardo com admiração, um pouco apreensivo. Mas eu não estava disposto a perder aquela oportunidade de estar com o meu amigo e imediatamente estendi a minha mão para a piça dele, e comecei a masturbá-lo. Ainda não estava dura, mas, como eu já a chupara, sabia que, uma vez dura, aquela pila não era nada de se deitar fora.
Ao que parece, o Tiago concordou pois, mal a piça do Ricardo ficou bem dura, ele começou a sorrir. O Ricardo sorria também, nos intervalos de me beijar. Quando o Tiago perdeu aquele ar apreensivo, o Ricardo sentou-se na cama e olhou-o. Depois, olhou para mim cheio de tesão e disse
_Deixaste-o todo sujo. Alguém tem que limpar. -e logo baixou a cabeça e começou a lamber a minha esporra do peito do Tiago, que começou a contorcer-se de prazer novamente. Eu aproximei-me da sua boca e comecei a beijá-lo e o Ricardo, quando terminou de "limpar" o peito do Tiago, aproximou a cabeça e beijámo-nos a três, como fosse possível.
Quando parámos, o Ricardo quis chupar aquela pila comprida do Tiago e eu aproveitei para chupá-lo a ele, porque desde aquela vez, há dois meses, em que o chupara, nunca mais tinha tirado da cabeça voltar a fazê-lo. Chupei-o com toda a força que conseguia e continuava a ficar maravilhado. A pila dele parecia ainda mais dura do que me parecera da outra vez e fervia na minha boca. Eu sentia-me louco, apetecia-me tudo menos que aquela noite acabasse.
Depois, o Ricardo parou e disse
_Acho que eu e o Tiago devíamos saudar o homem que nos reuniu aqui... -eu percebi que ele gostava de falar, enquanto fodia, e achei isso excitante - Por isso põe-te de pé à nossa frente. -ordenou ele. Eu estava agachado e levantei-me imediatamente. Enlouqueci completamente enquanto os dois chupavam o meu pau, ora os dois juntos, ora um de cada vez. Berrei como nunca tinha berrado na vida, e empurrei as cabeças deles para o meu caralho, ao ponto de quase sufocar o Ricardo; mas não me importava, enfiava a minha tora na boca dele até ao fundo. Ele engasgava-se, mas os olhos reviravam de prazer. Ao lado, o Tiago enfiava-me o dedo médio no cu, enquanto esperava a sua vez. E, para que a espera não fosse em vão, fiz-lhe exactamente o que havia feito ao Ricardo e enfiei-lhe o meu piço bem fundo pela garganta. Enquanto isso, eles masturbavam-se freneticamente e o Ricardo aproveitou para lamber bem lambida a estrela que eu tinha tatuada no flanco esquerdo. Quando, por fim, eles pararam, eu deitei-o em cima da cama para poder beijar o símbolo do infinito, que ele tinha tatuado abaixo do peito, do lado esquerdo também. Tínhamos feito as tatuagens juntos, porque era algo que há muito queríamos fazer.
Com beijos e lambidelas nos aliviámos um pouco. Depois, achei que era a altura para fazer algo que também há muito desejava. Peguei no frasco de lubrificante e, enquanto o Tiago começava a chupava a minha piça ainda, eu comecei a untar a pila do Ricardo com lubrificante
_Em que cu me vais enfiar o meu piço? -perguntou ele, com uma cara lasciva que me excitava mais -Não te esqueças que é o meu primeiro.
_Vais foder-me o cu a mim. Desde que te conheço que quero o teu caralho a entrar no meu cu para me foder com força.
_Não te vais desiludir. Vou rebentar contigo.
_Espero bem que sim.  -nunca tinha estado com um gajo que gostasse de falar. E era bom ver como, apesar de ser a primeira vez que ele estava realmente a foder com homens, ficava tão à vontade. Quando ele prometeu rebentar comigo, não aguentei. Puxei-o pelos braços para fora da cama e deitei o Tiago de frente para mim. Levantei-lhe as pernas até ao meu pescoço e voltei a enterrar o meu pau no cu dele todo de uma vez, e voltei a arrancar-lhe aquele berro de prazer. Ainda antes de começar a fodê-lo, virei-me para trás
_Fode-me, anda. Tens o meu cu virado para ti, fode-o. Fode-o como um homem. -talvez por ver que eu aderia ao gosto que ele tinha por falar, o Ricardo parecia cada vez mais excitado. Ele tinha a pila bem lubrificada, mas eu não tinha nada no cu, o que fez com que a entrada dele me doesse um pouco, mas essa dor era óptima. Parecia que ele lia os meus pensamentos porque, tal como eu furara o Tiago de uma só vez, o Ricardo furou-me a mim da mesma maneira e eu adorei. Eu e ele parecíamos duas bestas, fodíamos como animais, completamente à bruta. Sob mim, o Tiago levava com tudo aquilo e parecia extasiado, com os olhos completamente revirados, e repetindo
_Mais, mais, fode, fode.  -e eu, obediente, fodia ainda com mais força. O Ricardo, quase como se se contagiasse, ia também com mais força
_Gostas assim? Gostas? Queres mais?
_Quero que fodas esse buraco até não conseguires mais! -respondi-lhe. E era verdade. Queria. Ele veio-se com tanta intensidade que me pareceu sentir a esporra dele dentro do meu cu. Ele demorou ainda um pouco a sair. Quando por fim saiu, eu agarrei-lhe logo na pila, que estava ainda um pouco dura, enquanto continuava a foder com toda a brutalidade o Tiago, que cravara as mãos nos meus flancos
_Dói tanto, dói tanto! -foi então que o Ricardo me disse ao ouvido
_David, quero que me fodas. Quero que me fodas agora. -eu parei de foder o Tiago. Não deu para perceber se ele queria que eu continuasse ou se ficou contente por ter parado.
_Vou comer o cu do meu amigo. E tu vais comer o meu. Vinga-te.  -ele não pareceu muito convencido, mas como o Ricardo passasse para a minha frente, ele foi-se deslocando para trás
_Põe-te de quatro. Assim o caralho entra melhor. -ordenei ao Ricardo.
_E eu quero levar com ele todo. -respondeu ele. Era incrível como não estava nem um pouquinho menos exceitado. Mal senti a piça do Tiago entrar pelo meu cu, doendo um pouco por ser bastante comprida, enfiei a minha no cu do Ricardo. Ele gritou, como se lhe arrancassem alguma coisa. Lembrei-me que ele nunca fôra enrabado
_Queres que vá devagar? -perguntei
_Quero que me fodas como um homem. Dá-me com a força toda que tens.  -eu gostava muito dele, e portanto claro que fiz o que ele me pediu. Surpreendi-me com a brutidão com que consegui fodê-lo, dado que já estava naquilo havia horas. Ele gritava a plenos pulmões
_Dói... Magoa... - e gemia de dôr, mas  ele tinha-me pedido que não parasse. Como já me tinha vindo mais vezes do que eles, estava a demorar imenso a vir-me. Perguntei-me se não seria demais para o meu amigo, mas ele gemia cada vez mais, repetindo
_Dói tanto... Fode-me... Magoa... Dá fundo... - e eu percebi que ele estava a gostar. O Tiago, entrentanto, avisou-me que estava quase a vir-se. Disse-lhe que não e ele, pingando suor, saiu de dentro de mim e sentou-se na cadeira que estava ao fundo da cama, a bater uma olhando para nós, para se controlar.
O caralho do Tiago sabia muito bem entalado no meu cu, dava-me prazer e doía-me ao mesmo tempo. Mas, sem isso, eu mexia-me melhor. Foi aí que realmente fui ao extremo da violência, e enrabei o Ricardo com tanta força que sentia que lhe chegava ao fundo das entranhas
_Fode-me... Fode-me... Fode-me... - gritava ele, entre a excitação e o desespero. Enquanto eu o fodia, ele batia uma. Quando senti que estava quase a vir-me, reitrei-me dele. Sentei-me também.
O Ricardo ficou recostado, massajando com os dedos o seu buraco, com uma cara de prazer que parecia intensificar-se cada vez mais
_Nunca pensei que pudesse ser tão bom! -exclamou. Eu aproximei-me do Tiago e segredei-lhe os meus planos para o fim de tudo aquilo. Como ele concordou, eu disse alto, para o Ricardo
_Já que eu e o Tiago andamos a foder homens há anos e tu só hoje começaste, achamos que deveríamos esporrar-nos na tua boa. Tu esporras-te depois na nossa. -ele concordou. Assim, os dois nos pusémos de joelhos com as piças apontadas à boca do Ricardo e, com pouco mais que três movimentos, viémo-nos em grande para aquela boca linda. Enchemo-lo completamente. Depois, imediatamente baixámos as cabeças para junto do pau dele. Com cinco sacudidelas, ele esporrou-se também em grande e eu e o Tiago esforçámo-nos por não desperdiçar nada. O beijo a três foi fenomenal, com aquela quantidade toda de esporra.
Ficámos deitados na cama, eu no meio. Dormimos durante algumas horas. Quando, de manhã, acordámos, o Tiago disse que tinha que ir embora. Eu e o Ricardo só queríamos ficar na cama, mas fomos levá-lo à porta, entre beijos e apalpões
_Eu e ele vivemos aqui, se um dia quiseres aparecer. -disse-lhe eu, por fim, antes de fechar a porta.



Vilamoura, 12 e 13 de Agosto de 2010